Varig
O novo presidente, que tem como símbolo uma estrela, está numa situação muito delicada. Não... não estou falando do Lula. Mas sim do novo presidente da Varig. A maior companhia aérea brasileira vive hoje a maior crise em 75 anos de existência. O motivo combina má administração com a crise do setor aéreo no Brasil e no mundo.
Hoje, a dívida da Varig está em R$ 2 bilhões e 800 milhões. Um acordo permitiria a rolagem de parte dessa dívida e daria fôlego até a solução da crise. Os credores esperariam um pouco mais, em troca de uma parte do que a Varig deve. E talvez viesse então uma ajuda de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES.
Mas a Fundação Ruben Berta, acionista majoritária da Varig e controlada pelos funcionários, disse não. Negou-se a assinar o memorando de entendimentos e parou a negociação. Agora, a empresa pode ser obrigada a encerrar as atividades e a distribuir suas linhas entre as concorrentes.
A Varig argumenta que sairia muito lesada do acordo. Na prática, a verba solicitada ao BNDES iria para os credores. Temia-se que os credores tirassem o controle acionário da Fundação Ruben Berta.
O governo quer ajudar, mas a solução deverá envolver todo o setor. Pode ser um acordo operacional entre as empresas, ou mesmo uma fusão. O PT concorda com uma solução desse tipo. Seja qual for a solução, esperamos que a qualidade do serviço Varig sobreviva. Os brasileiros agradecem.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
jala@asb.com.br
|