O uso cosmético do Botox
Conhecida comercialmente como Botox ou Dysfort, a toxina botulínica já está no mercado cosmético há pelo menos dez anos. É indicada para rugas finas e médias na testa e no canto dos olhos e lábios. Levanta a ponta do nariz e alisa o pescoço e o colo. Possui sucesso comprovado na redução do excesso de suor nas mãos, axilas e pés.
É necessário escolher com critério o profissional para o procedimento. A melhor maneira de evitar riscos é consultando um dermatologista ou cirurgião plástico, capaz de dizer se a técnica é indicada para seu caso e alertar sobre eventuais efeitos indesejáveis.
A indicação é a partir dos 30 anos, quando apele mostra os primeiros sinais de envelhecimento. Pessoas hipersensíveis ou resistentes aos componentes, grávidas ou amamentando, não devem se submeter ao tratamento.
A toxina atua na placa neuromotora, bloqueando os impulsos nervosos de alguns músculos. Inibidos, eles enfraquecem seus movimentos, suavizando as rugas. De 4 a 6 meses depois, a célula muscular forma novas placas motoras, permitindo que o músculo se contraia novamente.
A aplicação (com uma injeção), feita em consultório dura cerca de 20 minutos e exige apenas anestesia tópica, mas não garante ausência de dor. O efeito é imediato à aplicação, mas o resultado máximo é obtido em uma semana e, algumas vezes, é necessário um retoque.
Até quatro horas após a aplicação, devem-se tomar cuidados para evitar a dispersão do produto por outros músculos do corpo: é proibido ficar deitado, fazer ginástica ou praticar esportes nesse período. No dia seguinte, poderá haver um certo inchaço, vermelhidão, manchas roxas no local e sensibilidade por uns dois dias. Os médicos indicam compressas frias e pomadas clareadoras.
Efeitos colaterais: irritação ocular, secura nos olhos, olhos lacrimejantes, sensibilidade à luz (10%), queratite pontilhada superficial, dor de cabeça, visão dupla, dificuldade para engolir, queda das pálpebras, alteração do sorriso e flacidez das bochechas. O uso excessivo (“hiperdosagem”) pode levar ao botulismo, seguido de paralisia e até morte.
O uso clínico do Botox representa um dos papéis de reversão mais drásticos na medicina moderna: uma toxina biológica transformada em um agente terapêutico.
Revisão e edição: Renata Appel
Jornalista, Produtora, Editora, Repórter, Apresentadora, Webwriter e Tradutora.
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