Consumidor insatisfeito? Faça você mesmo!
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A verdade? Nunca gostei de fazer compras de roupas e sapatos. Gastar cerca de 2, 3 horas entrando e saindo de lojas, despindo-se e vestindo-se, descalçando-se e calçando-se, andando de um lado para o outro e, ainda por cima, tendo de pechinchar em busca de um bom negócio me causa pavor e perde-se um precioso tempo. O pior: o desafio de encontrar exatamente aquilo que se procura, que se imaginou, que se idealiza e se desenha em sua mente e não conseguir encontrar nada nem de perto parecido. Ou, quando encontra, só tem daquela cor... ou só daquele tamanho...
Devo confessar que esse tipo de comércio tem me decepcionado muito. Fazem falta modelos arrojados e opções variadas, que atendam a todos os gostos e públicos. O pior é entrar em lojas de marcas famosas, consagradas e caras, e se deparar com peças que parecem panos lavados umas 10 vezes, desenhos sem criatividade e, não raras vezes, tecidos mal-costurados, mal-acabados, danificados, (!) com marcas de desodorante de alguém que já experimentou! Os preços atribuídos a esses níveis de produtos comumente encontrados tomam forma de uma legítima piada. Outro hábito extremamente desagradável de alguns estabelecimentos é o de prender alarmes às peças de roupas, sapatos e bolsas, danificando-os, deixando verdadeiros furos no material – triste, lamentável, pois muitos “achados” nesses grandes magazines simplesmente se desvalorizam com um ato que considero uma tremenda falta de respeito com o consumidor.
Diante desses e de tantos outros problemas, minha paciência se esgotou e resolvi buscar uma alternativa: fazer eu mesma as minhas roupas. Muita gente vem aderindo a essa idéia, cultiva o hábito de longa data, ou recorre à opção numa eventualidade. Esta escolha pode se tornar um hobby, uma verdadeira paixão na vida de certas pessoas e, daí, surgirem confecções próprias, independentes. Por isso, proponho: faça você mesmo. Seja um consumidor exigente e busque exatamente aquilo que você quer. Não se submeta a convenções, não se acomode aos costumes rotineiros. Se você pode produzir algo melhor a simplesmente levar aquilo que pareceu mais ou menos interessante para você, eleja a primeira opção.
No meu caso, tenho à disposição uma excelente costureira, que trabalha há mais de 30 anos no ofício, reformando e customizando minhas roupas há quase 11 anos. Pasme: ela não tem o braço direito. Claro, possui uma equipe de ajudantes, mas tira as medidas sozinha, coordena e produz o trabalho todo e, claro, costura – e divinamente. Seguindo sua valiosa dica, busquei tecidos em uma grande loja especializada, localizada na Avenida Carlos Gomes. Com efeito, o local oferece uma variada gama de tipos e cores de fazenda, além de um estilista à disposição, gratuitamente, que desenha os modelos baseados nas idéias e aspirações dos clientes.
A idéia é criar vestimentas pensadas, sob medida, feitas especialmente para atender às suas necessidades. Esboce seus trajes, desenhe o que você quer, tudo aquilo que deseja numa roupa: detalhes, decotes, cortes e design diferenciado. Peça a opinião do profissional responsável pela confecção das peças. Inspire-se em figurinos que lhe chamam a atenção, exibidos em filmes, vídeo-clips, revistas, livros, etc. E, é claro, acrescente seu toque pessoal e inconfundível. Faça de sua indumentária um produto único e original, feito por e especialmente para você.
Revisão e edição: Renata Appel
Jornalista, Produtora, Editora, Repórter, Apresentadora, Webwriter e Tradutora.
e-mail do autor:
re.appel@terra.com.br
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