Comece 2006 equilibrado nas finanças
Quem não quer começar o novo ano com o pé direito? Para isso, é necessário observar algumas dicas importantes para ter uma vida financeira saudável e iniciar bem o ano de 2006. O mês de dezembro é esperado por muitos brasileiros, com a expectativa de rechear o bolso com o 13º. O dinheiro é bem-vindo, mas a alegria dura pouco. Entra ano, sai ano e sempre esquecemos dos primeiros meses do novo ano: janeiro e fevereiro. Todo início de ano é a mesma história, e muitos passam por dificuldades financeiras porque esquecem alguns compromissos que não deixam de pesar no bolso como IPVA, IPTU, matrícula e materiais escolares entre outras despesas fixas existentes. Os lojistas estão otimistas, e as lojas, cheias de consumidores, afinal, precisam vender, e, assim, engordar os caixas. A quantidade de pessoas impacientes e contagiadas pelas famosas campanhas de marketing, que as tornam incontroláveis pela onda do consumismo, é assustadora. Até parece estar chegando o fim do mundo para comprar um pequeno presente de Natal. Será que essas compras estão sendo planejadas com antecedência? Para aqueles que têm como objetivo terminar o ano sem dívidas, ainda há tempo, pois restam poucos dias para o término de dezembro, mas é importante fazer um "raio-X" das pendências financeiras.
Após detectar todas as dívidas, atualize seus valores calculando juros de 1% ao mês para chegar ao valor real; depois disso e com o valor disponível, procure o credor e faça a proposta para pagamento, mas não esqueça de valorizar cada centavo do seu dinheiro. Não pague o preço da humilhação e, muito menos, juros abusivos. Não alcançando sucesso nas negociações, a dica é manter a calma. Deixe passar alguns dias e procure o credor quantas vezes for necessário, ele observará a sua boa vontade de querer pagar a dívida; em última hipótese, não obtendo resultados, procure auxílio de um intermediador técnico de sua confiança, o qual garantirá ótimos resultados ao seu bolso. Nessa época, os credores sabem que os consumidores estarão utilizando o salário extra para pagamento das dívidas; mesmo assim, é preciso ter muito cuidado e atenção e analisar cada caso separadamente. Existem dívidas que ultrapassam o seu valor real, inclusive o 13º não alcança o saldo devedor, e as negociações passam a ser em parcelas de longo prazo. Antes de firmar qualquer acordo, faça os cálculos e analise a quantidade de juros embutidos nas parcelas, certificando-se de que cabem no seu orçamento, e não esqueça que os juros não podem ultrapassar 1% ao mês. Elabore, antes de tudo, um planejamento financeiro para ajustar e adequar as reais condições. Assim, você poderá cumprir os acordos celebrados. Um bom conselho utilizado é "Não faça dívidas para pagar dívidas" – isso agravará a sua vida financeira futura. O auxílio virá por meio da elaboração de um planejamento financeiro (controle de ganhos e despesas), o qual vai lhe ajudar a detectar onde serão efetuados os cortes dos gastos desnecessários e supérfluos para sua real sobrevivência. Essa é uma das técnicas mais utilizadas para lhe ajudar a sair do endividamento sem haver necessidades de comprometer a maior parte do seu salário. Muitos querem pagar e não conseguem por causa das explorações sofridas na hora das negociações, daí nos resta percorrer um último caminho, buscar o socorro na Justiça. Somente assim estaremos construindo um país melhor, sem permitir que os exploradores existentes no mercado financeiro continuem a explorar os mais humildes. Boas festas e feliz 2006 com muita paz, saúde e crédito!
Revisão e edição: Renata Appel
Consultor Financeiro, Conferencista, Especialista em Economia Doméstica e Direitos do Consumidor. Autor do livro Paz, Saúde e Crédito – Editora Mundial e do Projeto para inclusão da disciplina "Educação Financeira nas Escolas".
e-mail do autor:
claudioboriola@boriola.com.br
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