Financeiras: “Dinheiro na hora”
Algumas financeiras utilizam o jargão “Dinheiro na hora” para informarem às pessoas que, indo até lá, terão o crédito de que necessitam em pouquíssimo tempo – isto se estiverem dentro dos parâmetros definidos.
Costuma-se dizer, no entanto, tratar-se de propaganda enganosa e nociva à população, já que os juros cobrados por tais empresas – na modalidade crédito pessoal – são exageradamente elevados em comparação com os patamares praticados por outras instituições concedentes de crédito.
É necessário, então, que alguns fatos venham à baila para que as muitas “meias verdades” sobre o assunto sejam definitivamente esclarecidas.
Para início de conversa, é estritamente necessário responder a uma importante pergunta: que instituição empresta dinheiro para todo e qualquer cidadão, independentemente de relacionamento anterior? Resposta: somente as financeiras.
Para pegar empréstimo em uma financeira é preciso somente identidade, CPF, comprovante de renda e de residência. Se a pessoa estiver dentro dos parâmetros de crédito, em 20 minutos, no máximo, a linha é aprovada. E é importante destacar que não é preciso ter qualquer história de crédito com a financeira em que está se pleiteando o empréstimo e, nem mesmo, com nenhuma outra.
É prática comum em qualquer transação financeira, nacional ou internacional, que quanto maior o risco embutido, mais caro o crédito. As empresas que concedem empréstimo a um pequeno e seleto grupo de clientes, pouco ou nada sofrem com a inadimplência, o mesmo não se pode dizer das financeiras, observando-se atentamente os argumentos expostos nos dois parágrafos anteriores. Então, como comparar taxas? Como afirmar que as financeiras cobram juros abusivos?
O perfil do cliente de uma financeira é de um cidadão que não tem relacionamento com bancos ou qualquer outra instituição. É um nicho de mercado totalmente diferenciado dos demais, com um público-alvo específico.
Financeira não é agiota – o agiota empresta dinheiro, oferecendo falsas vantagens ao cliente, que por precisar tanto não se dá conta do mau negócio que está por concretizar. Geralmente, a dívida se torna impagável.
Como escapar de uma dessas? Basta ter cautela e seguir algumas regras básicas, tais como procurar uma instituição financeira séria, de credibilidade e solidez no mercado e jamais entregar documentos e cheques a pessoas estranhas.
A certeza de fechar um bom negócio, ou seja, pegar um empréstimo seguro, aprovado segundo normas determinadas pelo Banco Central, somente é possível se o cliente procurar uma financeira credenciada.
O que para nós parece fundamental, para o cliente é a segurança do crédito. O histórico do brasileiro mostra sua preocupação em manter em dia seus carnês e contas, reafirmando ser ele um bom pagador. Por vezes, não efetua o pagamento de suas dívidas motivado por situações que independem de sua vontade, como, por exemplo, a perda do emprego e problemas de saúde.
Segundo pesquisas, quando alguém precisa de dinheiro, primeiro recorre a um parente próximo, depois a um amigo. Não conseguindo, aí então busca um financiamento. O problema é que, nessa hora, a pessoa se sente tão constrangida que não fica à vontade para entrar em uma financeira legalizada, dando preferência aos agiotas, por questão de sigilo. Isso é pura falta de informação. Com toda certeza, estará muito mais resguardada se for a uma financeira. É importante ressaltar que o atendente é treinado para agir com presteza e tirar todas as dúvidas, deixando o cliente muito mais seguro.
Então não se esqueça: se, por algum motivo, você precisar de dinheiro emprestado, procure uma instituição credenciada pelo BC. Não se deixe levar pelo excesso de facilidades. Antes de fechar qualquer tipo de negócio, consulte os órgãos reguladores do setor, compare as taxas cobradas para não pagar juros abusivos e visite os sites das empresas na Internet. Enfim, pesquise. É a melhor forma de se precaver contra problemas futuros.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
jala@asb.com.br
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