Comentários em Real Player.
acesse
 
Confira aqui os dias e horários do Consumidor-RS.
 
 
Deixe aqui sua reclamação ou dúvida quanto a seus direitos como consumidor. Nossa assessoria jurídica responderá o mais breve possível.
 
   
Este espaço é seu: deixe suas sugestões, opiniões e recados!  
  Receba por e-mail as principais notícias e novidades da semana!  
assine
  Pesquise no nosso banco de notícias
 
  pesquise  


Comentarista: José Arthur Assunção
A Economia descolada da Política

Desde que surgiu a primeira denúncia no caso dos Correios envolvendo o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) passei a acompanhar, com muita atenção, o Risco Brasil e os demais indicadores.

Quando o deputado concedeu entrevista, atirando para todos os lados, não me restavam dúvidas de que, naquela mesma segunda-feira, os indicadores econômicos ficariam sobressaltados. Mas, para minha surpresa, permaneceram comportados até demais. Pensei: nos próximos dias, quando a situação piorar, o mercado vai enfim ficar nervoso.

Pois bem, espero até hoje esse momento em que a crise política sem precedentes por que passamos vai contaminar a economia. Já estou me cansando. É bom ficar claro que nunca torci pela piora da economia. Não compactuo com os pessimistas. Apenas não acreditava que fosse possível um descolamento entre política e economia.

E por que, dessa vez, a economia não foi contaminada? Existem fatores objetivos e alguns subjetivos:

A relação dívida/PIB, que ultrapassou os 62% no auge da crise de confiança em 2002, agora está beirando os 50%, com tendência clara de queda.

O superávit da balança comercial não pára de bater recordes, apesar de o Real estar tão sobrevalorizado. O engraçado é que o superávit aumenta a cada mês e o dólar vem caindo ainda mais. É mágica? Não creio. Já não acredito em mágicas há muitos anos.

O que vem acontecendo chama-se ganho de produtividade. Nossas empresas estão muito competitivas e ganham mercado dia a dia. O cenário para exportação é o pior possível: dólar em níveis de fevereiro de 2002, portos e estradas que não contribuem em nada para o escoamento da produção e juros proibitivos à atividade produtiva. Imagine de quanto seria o saldo da nossa balança se as condições fossem menos piores. Nem digo favoráveis!

Voltando ao nosso tópico, ou seja, por que a crise política não vem interferindo na economia, outro fator é o controle da inflação. Está muito claro que o Banco Central não vai se descuidar com a inflação, muito pelo contrário. Vem chegando ao extremo do conservadorismo para acertar o centro da meta estipulado, o que dá garantia aos investidores de que os preços seguirão estáveis e de que nada vai interferir em suas políticas, mesmo que desagrade grande parte da sociedade.

De todas as armaduras de que se reveste a economia talvez a mais importante seja o nível de reservas do país. Hoje, mesmo sem a renovação do acordo com o FMI, temos reservas suficientes para resistirmos a possíveis especulações.

Citei também algumas questões subjetivas que fariam diferença nesse momento. A primeira é o fato de existir muita liquidez internacional. Uma segunda, ainda mais subjetiva, é o fato de um governo de esquerda estar no poder há quase 3 anos e não ter havido nenhuma ruptura. Já se notou, neste país, que, seja de direita, de esquerda, de centro ou do que for o governo, a economia tem sua trajetória muito bem definida e cada vez mais ortodoxa.

Muita gente vem dizendo que, uma hora, a crise política vai acabar respingando na economia. Já explicaram até que a infecção demora um certo tempo até chegar ao setor produtivo.

Não restam dúvidas de que é assim que acontece. Mas é importantíssimo ressaltar que o primeiro impacto é sempre sentido no mercado financeiro. As crises que contaminam o setor produtivo são iniciadas primeiramente no mercado, com a elevação da percepção de risco do país. E isso não aconteceu, pelo menos até agora. E não me parece que vai acontecer. Então por que tanta certeza de que haverá uma crise na economia real?

A economia finalmente está descolada da política. Pode ser que tudo mude no futuro? Pode. Tudo pode. Mas eu não apostaria minhas fichas num cenário negativo. O cenário será de muitas incertezas políticas, mas de muitas certezas na economia. Aposto num cenário de contínuo desenvolvimento.

Revisão e edição: Renata Appel


Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira  
e-mail do autor: jala@asb.com.br
 
 

Nossos comentaristas:
1. Adeli Sell
2. Aldemir Spohr
3. Alexandra Periscinoto
4. Alexandre Appel
5. Alexandre Diamante
6. Alvaro Trevisioli
7. Ana Cláudia Guimarães e Souza de Miguel
8. Ana Paula Simone de Oliveira Souza
9. Ana Rique
10. Andrea Cristina Sakata
11. Andrea Mente
12. Antonio Luís Guimarães de Álvares Otero
13. Augusto Paes Barreto
14. Benny Spiewak
15. Carlos Alberto Pescada
16. Carlos Eduardo Dantas
17. Carolina Memran Schreier
18. Chan Wook Min
19. Cláudia Domingues
20. Claudia Yamana
21. Cláudio Boriola
22. Conceição Clemente
23. Dalmir Sant Anna
24. Daniel Maranhão
25. Daniella Augusto Montagnolli Thomaz
26. Diego Lopes
27. Domingos Sávio Zainaghi
28. Eduardo de Oliveira Gouvêa
29. Emerson Kapaz
30. Eric Jean Peleias
31. Eric Slywitch
32. Eunice Casagrande
33. Fabiano Carvalho
34. Fábio Alexandre Lunardini
35. Fábio Lopes
36. Fernando Quércia
37. Gabriel Aidar Abouchar
38. Gilson Rasador
39. Giselle Ferreira de Araújo
40. Gislaine Barbosa de Toledo
41. Greyce Lousana
42. Grijalbo Fernandes Coutinho
43. Guilherme Iglesias
44. Hugo Cavalcanti Melo Filho
45. Istvan Kasznar
46. Joandre Antonio Ferraz
47. João Felipe Consentino
48. Jordão de Gouveia
49. José Arthur Assunção
50. José Eduardo Ribeiro Lima
51. Juliana Girardelli Vilela
52. Leôncio de Arruda
53. Lúcia Farias
54. Luciane Varela
55. Luciano Athayde
56. Luiz Fernando Lucas
57. Luiz Fernando Mussolini Junior
58. Luiz Renato Roble
59. Luiz Riccetto Neto
60. Marcelo Amorim
61. Márcia Trevisioli
62. Marco Antonio Sabino
63. Marcos Antonio Ribeiro
64. Maria Elisabeth de Menezes Corigliano
65. Maria Inês Arruda de Três Rios
66. Maria Lucia Benhame
67. Marilice Costi
68. Mario Ernesto Humberg
69. Mônica Cilene Anastácio
70. Mônica Miranda Franco Vilela
71. Natali Araujo dos Santos Marques
72. Newton Eduardo Busso
73. Paulo Antenor de Oliveira
74. Pedro Lessi
75. Pérsio Ferreira Rosa
76. Rafael Augusto Paes de Almeida
77. Rafael Motta e Correa
78. Rafaela Domingos Lirôa
79. Reginaldo Minaré
80. Régis Fernandes de Oliveira
81. Renata Appel
82. Roberto Monteiro
83. Rodnei Iazzetta
84. Rodrigo Barioni
85. Rodrigo Jacobina
86. Rodrigo Maitto da Silveira
87. Rosana Marques Neto
88. Rosely Lemos
89. Rubens Naves
90. Tom Coelho
91. Valdomiro Soares
92. Victor Polizzelli
93. Werner Kugelmeier
94. Ziara Abud

::Dicas para o consumidor::
© 2001 Consumidor RS...
Página Inicial Entrevistas Notícias Comentaristas Boletim Fórum Estadual de Defesa do Consumidor Variedades Consumidor RS recomenda
Parceiros Consumidor-RS
 > Quem somos
 > O que fazemos
 > Nosso compromisso
 Principais links de  interesse dos  consumidores
 Fale conosco. A sua  opinião é muito  importante para nós.
Como será seu comportamento de consumo neste final de ano em pleno momento de crise econômica mundial?
Vou seguir fazendo compras da maneira que sempre fiz todos os anos!
Terei mais cautela na hora de comprar, com preços e formas de pagamento.
Vou comprar e gastar o mínimo possível!
Estou alheio(a) a este tema./O assunto não me preocupa.