Comentários em Real Player.
acesse
 
Confira aqui os dias e horários do Consumidor-RS.
 
 
Deixe aqui sua reclamação ou dúvida quanto a seus direitos como consumidor. Nossa assessoria jurídica responderá o mais breve possível.
 
   
Este espaço é seu: deixe suas sugestões, opiniões e recados!  
  Receba por e-mail as principais notícias e novidades da semana!  
assine
  Pesquise no nosso banco de notícias
 
  pesquise  


Comentarista: Renata Appel
A correria que impede a malhação

A agitação provocada pela modernidade da vida urbana e o corre-corre profissional, social e pessoal têm impedido as vítimas dos novos tempos a praticarem algo fundamental: exercícios físicos. Paralela a esta realidade, a consciência da necessidade da prática de algum tipo de modalidade esportiva vem sendo incutida há alguns anos pelos médicos, representantes da área da saúde e pela própria mídia dentro do dia-a-dia dos indivíduos. Não basta ser um workaholic – é preciso, também, cultivar o bem-estar e a estética do corpo. Dessa forma, investe-se na prevenção de doenças, e não na cura, uma vez que a prática regular de exercícios físicos contribui, e muito, para manter uma série de enfermidades bem distantes do nosso organismo, preservando a resistência e a imunidade.

Homero Gomes Cavalheiro, que trabalha há quase trinta anos com Educação Física, já foi técnico de clubes como Sport Club Internacional, Atlético Paranaense, Náutico de Recife, Atlético Goianense, entre outras equipes, e hoje comanda sua própria academia de ginástica e musculação, destaca que cada pessoa necessita de um treinamento diferente, que atenda às suas necessidades. “É necessário que seja feito um trabalho personalizado com o aluno, de acordo com seu ritmo de vida e sua condição física”, diz Cavalheiro. Ele concorda que o modus vivendi atual, levado pela maioria das pessoas, faz com que seja comum a prática de “turismo” nas academias – alunos que aparecem de forma esporádica para treinar, mas é categórico: “As pessoas usam, muitas vezes como desculpa, a falta de tempo para sua atividade física, e este é um motivo para que não venham às academias. Eu contesto esta falta de tempo, já que a atividade física, seja ela num estabelecimento especializado, seja numa praça , num parque ou numa piscina – orientada ou não – deve fazer parte das nossas vidas assim como a higiene pessoal. Se temos tempo para tomar banho, escovar os dentes e mais uma série de outras tarefas durante o dia, devemos complementar o conjunto com atividades físicas. Deve-se partir do princípio que o certo é sempre nos apresentarmos bem – tanto no aspecto estético quanto no aspecto físico da saúde – e isto é evidentemente muito mais atingível entre aqueles que praticam atividades físicas”.

No entanto, é fato que o comprometimento com uma infinidade de responsabilidades tolhe o tempo das pessoas mais ocupadas. O Professor reconhece essa dificuldade e acrescenta: “As pessoas deveriam encontrar uma maneira de encaixar em seu cronograma diário um período mínimo necessário para praticar alguma atividade desportiva e se preocuparem com a melhora de sua condição física”. O esforço, certamente, será compensado.
Para resolver a equação, é necessário que sejam estabelecidas prioridades na vida do indivíduo e um sentido de conscientização a respeito da necessidade de se mexer, e de verdade! A partir do momento em que se dá conta que a atividade física é de suma importância para seu bem-estar, deve encontrar uma maneira de encaixar em sua agenda um horário para a realização do trabalho corporal. “A atividade física não pode ser considerada como um evento acessório no cotidiano das pessoas”, ressalta Cavalheiro, “trata-se de uma prática fundamental”. Uma vez bem condicionado fisicamente, o rendimento melhora de forma significativa e a pessoa tem a possibilidade de executar suas tarefas com um ânimo totalmente renovado. “A saúde mental fica melhor na medida em que a atividade física não está apenas voltada para deixar o corpo mais bonito, e sim para diminuir o stress e a tensão. Além disso, sua prática evita o desenvolvimento de certas doenças como hipertensão, diabetes, ataques cardíacos, infartos, etc.”, complementa o Professor.

Assim, deve-se ter em mente que fazer exercícios não é uma perda de tempo, mas, sim, um verdadeiro ganho! “A pessoa que não consegue encaixar na sua agenda um momento para a atividade física não tem consciência da importância e do quanto ganha em parar os seus afazeres rotineiros e profissionais, abrir um espaço, voltar-se para si próprio, pensar e fazer algo que privilegie a manutenção de sua saúde”, incentiva Homero Gomes Cavalheiro.

Freqüência

O sedentarismo pode levar a doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, derrame cerebral, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, infarto, osteoporose, depressão, entre outras. Por isso, levar uma vida sedentária é abreviar alguns anos de nossa existência. Além do mais, a falta de freqüência também ocasiona sérios e concretos danos à saúde: “As pessoas que só fazem atividades esportivas nos finais de semana, em praças, acabam se expondo a um cansaço extremado e isso coloca em risco até suas próprias vidas”, alerta o Professor Homero Cavalheiro. Vide os casos de problemas cardíacos inesperados, na pior das hipóteses, além dos já conhecidos nos ossos e articulações, especialmente joelhos. Por isso, o “mínimo aceitável” é que se estabeleça uma freqüência de atividade física bisemanal, cerca de uma hora cada sessão – veja bem: o mínimo. “A pessoa sedentária, iniciando por esta freqüência, pode formar uma base para aumentar seu programa de treinamento e, efetivamente, atingir seus objetivos, ganhando em saúde, qualidade de vida e bem-estar”, ensina o Professor, “O ideal é que se faça uma atividade de, no mínimo, três vezes por semana, para que seja bem dividida: um dia de atividade, um dia de repouso”. Vale lembrar que esta dica é direcionada àqueles que são realmente sedentários, não para os que querem adquirir condicionamento físico e se tornarem verdadeiros atletas. Ele lembra também que fatores como faixa etária, peso corporal e condições físicas são determinantes sobre a freqüência da atividade realizada. “Não dá pra sair correndo por aí sem nenhum preparo, sem passar por nenhum tipo de avaliação médica”, alerta Cavalheiro.

Alternativas à tradicional academia

As vítimas do mal deste século reclamam do tempo perdido em academias e, por vezes, da inibição existente em freqüentar ambientes movimentados, expondo-se e fazendo coisas que não aprecia, como certas modalidades de exercícios aeróbicos e séries de musculação. É preciso buscar alternativas. O experiente técnico de futebol recomenda que se busque o prazer dos esportes coletivos (não estamos falando de atletas de fim de semana, que enchem a barriga de cerveja, fumam, jogam futebol e comem churrasco – não necessariamente nessa ordem ou uma coisa de cada vez), mas práticas regulares e orientadas por profissionais qualificados. “A natação é um dos esportes mais completos que existem”, exemplifica o Professor, “mas não são todos que sabem nadar”. A escolha vai partir de um gosto e habilidade muito pessoal, desde o publicitário que adora jogar futebol e treina com boa freqüência; passando pelo jornalista sufocado de trabalho que encontra alívio em modalidades como danças ou simples caminhadas e corridas nos parques; ao executivo tipicamente estressado que descarrega a tensão nas artes marciais, boxe – e por que não? – cursos de defesa pessoal. Afinal, a agitada vida urbana nos obriga a ser perspicazes, ágeis e velozes. Devemos defender nosso mais importante patrimônio com unhas, dentes e, às vezes, algumas rasteiras: a nossa saúde.

Revisão e edição: Renata Appel


Jornalista, Produtora, Editora, Repórter, Apresentadora, Webwriter e Tradutora.  
e-mail do autor: re.appel@terra.com.br
 
 

Nossos comentaristas:
1. Adeli Sell
2. Aldemir Spohr
3. Alexandra Periscinoto
4. Alexandre Appel
5. Alexandre Diamante
6. Alvaro Trevisioli
7. Ana Cláudia Guimarães e Souza de Miguel
8. Ana Paula Simone de Oliveira Souza
9. Ana Rique
10. Andrea Cristina Sakata
11. Andrea Mente
12. Antonio Luís Guimarães de Álvares Otero
13. Augusto Paes Barreto
14. Benny Spiewak
15. Carlos Alberto Pescada
16. Carlos Eduardo Dantas
17. Carolina Memran Schreier
18. Chan Wook Min
19. Cláudia Domingues
20. Claudia Yamana
21. Cláudio Boriola
22. Conceição Clemente
23. Dalmir Sant Anna
24. Daniel Maranhão
25. Daniella Augusto Montagnolli Thomaz
26. Diego Lopes
27. Domingos Sávio Zainaghi
28. Eduardo de Oliveira Gouvêa
29. Emerson Kapaz
30. Eric Jean Peleias
31. Eric Slywitch
32. Eunice Casagrande
33. Fabiano Carvalho
34. Fábio Alexandre Lunardini
35. Fábio Lopes
36. Fernando Quércia
37. Gabriel Aidar Abouchar
38. Gilson Rasador
39. Giselle Ferreira de Araújo
40. Gislaine Barbosa de Toledo
41. Greyce Lousana
42. Grijalbo Fernandes Coutinho
43. Guilherme Iglesias
44. Hugo Cavalcanti Melo Filho
45. Istvan Kasznar
46. Joandre Antonio Ferraz
47. João Felipe Consentino
48. Jordão de Gouveia
49. José Arthur Assunção
50. José Eduardo Ribeiro Lima
51. Juliana Girardelli Vilela
52. Leôncio de Arruda
53. Lúcia Farias
54. Luciane Varela
55. Luciano Athayde
56. Luiz Fernando Lucas
57. Luiz Fernando Mussolini Junior
58. Luiz Renato Roble
59. Luiz Riccetto Neto
60. Marcelo Amorim
61. Márcia Trevisioli
62. Marco Antonio Sabino
63. Marcos Antonio Ribeiro
64. Maria Elisabeth de Menezes Corigliano
65. Maria Inês Arruda de Três Rios
66. Maria Lucia Benhame
67. Marilice Costi
68. Mario Ernesto Humberg
69. Mônica Cilene Anastácio
70. Mônica Miranda Franco Vilela
71. Natali Araujo dos Santos Marques
72. Newton Eduardo Busso
73. Paulo Antenor de Oliveira
74. Pedro Lessi
75. Pérsio Ferreira Rosa
76. Rafael Augusto Paes de Almeida
77. Rafael Motta e Correa
78. Rafaela Domingos Lirôa
79. Reginaldo Minaré
80. Régis Fernandes de Oliveira
81. Renata Appel
82. Roberto Monteiro
83. Rodnei Iazzetta
84. Rodrigo Barioni
85. Rodrigo Jacobina
86. Rodrigo Maitto da Silveira
87. Rosana Marques Neto
88. Rosely Lemos
89. Rubens Naves
90. Tom Coelho
91. Valdomiro Soares
92. Victor Polizzelli
93. Werner Kugelmeier
94. Ziara Abud

::Dicas para o consumidor::
© 2001 Consumidor RS...
Página Inicial Entrevistas Notícias Comentaristas Boletim Fórum Estadual de Defesa do Consumidor Variedades Consumidor RS recomenda
Parceiros Consumidor-RS
 > Quem somos
 > O que fazemos
 > Nosso compromisso
 Principais links de  interesse dos  consumidores
 Fale conosco. A sua  opinião é muito  importante para nós.
Como será seu comportamento de consumo neste final de ano em pleno momento de crise econômica mundial?
Vou seguir fazendo compras da maneira que sempre fiz todos os anos!
Terei mais cautela na hora de comprar, com preços e formas de pagamento.
Vou comprar e gastar o mínimo possível!
Estou alheio(a) a este tema./O assunto não me preocupa.