A perspectiva de um custo de vida maior em 2003 valorizou um novo fundo de investimento. São os fundos atrelados à taxa de inflação. A meta é oferecer ao investidor proteção contra a alta dos preços.
É possível aplicar a partir de R$ 1 mil. Mas cuidado com as taxas de administração! Variam entre 0,5% e 2% ao ano. Quanto mais elevadas, menor a rentabilidade dos fundos.
Boa parte destes fundos visa oferecer rentabilidade superior à do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). Como o IGP-M é composto por 60% do IPA (Índice de Preços no Atacado), cujos produtos são diretamente influenciados pelo dólar, se a moeda americana continuar pressionada, o fundo apresentará rentabilidade maior.
Existem projeções indicando que a inflação medida pelo IGP-M encerrará o ano em estratosféricos 15% - e pasmem - para 2003, tem gente apostando em até 20% de alta no custo de vida. Por isso, esse fundo tem tudo para ser uma vedete do mercado.
Os fundos indexados à inflação são uma alternativa para quem investe em produtos tradicionais. Têm perfil conservador. Protegem o investidor de uma possível pressão inflacionária. Já vem acontecendo inclusive uma migração dos investidores dos fundos mais tradicionais.
Esse movimento poderá ser revertido assim que o mercado vislumbrar um cenário um pouco mais otimista para os índices de inflação. Assim, não se deve apostar tudo nesse tipo de investimento.
É preciso estar atento aos riscos da aplicação. Como a meta é acompanhar as oscilações da inflação, a rentabilidade pode ser positiva ou negativa, dependendo da trajetória do custo de vida. Por isso, utilize-o como diversificação de investimento, mas não aplique todo os seus recursos. É mais seguro!
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
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