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Comentarista: Marilice Costi
“Máquinas humanas” roubam nos correios?

Colocar selo em carta e pô-la no correio faz parte da vida das pessoas que se comunicam, dos negócios, das relações afetivas. Dentre as várias formas de envio, que se pensa ser segura, a carta registrada é uma delas. Ao enviá-la, o cidadão está acreditando que ela chegará ao destino. Afinal, existe um registro.

Os Correios vêm fazendo há anos um enorme marketing, ampliando a confiança e a credibilidade do usuário em diversos sistemas de envio. Cartas em um ou dois dias no máximo. Quem lembra de ter comemorado envio de documentos, inclusive sem registro em pouquíssimo tempo? As franquias se estabeleceram (não sei se ainda continuam) em vários locais e, os cidadãos a acreditar mais e mais na empresa pública.

Credibilidade é onde quero chegar, pois mesmo carta registrada pode não chegar ao destino. Enviei uma carta e ela simplesmente não chegou. Foi extraviada, ora bolas... só isto... Foi feito rastreamento, mas nada encontraram... Como documentos que vão dentro do envelope não são comumente registrados, parece não haver forma de indenizar a não ser enviando "pesarosos" R$ 7,50, o que não paga as despesas para refazer o material perdido.

Mas existem muitos casos e causos de envio de dinheiro por correspondência. Pessoas que já enviaram dinheiro por carta para familiares e o dinheiro não chegou. É proibido, mas todos sabem? As pessoas nem sempre estão bem informadas e, como está escrito em algumas agências, não se pode enviar valores. A população sabe o que são valores? Para mim, no dia a dia, credibilidade, confiança, ética são valores. Coisas de valor são objetos valiosos, coisas; mais claro seria colocar DINHEIRO VIVO. Será que todos entendem o que quer dizer o papel colado no vidro do guichê? Isto quando as pessoas enxergam, pois existem deficiências visuais em muitas delas.

Pois é, além disso, nem todos têm Internet, são informados ou acham necessário perguntar, afinal, dinheiro é apenas um papel... Valor seria mais claro se a informação fosse dentro de um banco, não? Daí que os cidadãos enviam sem saber que serão afanados. Isto mesmo, para não dizer roubados. Ora, se é proibido e o Correio descobriu, a ética seria chamar a pessoa e lhe devolver o “valor”. Mas não é o que ocorre.

Se as pessoas não sabem que é proibido dirigir a 100 km/h nas vias urbanas, elas são esclarecidas, ao tirar carteira, pelos sinais de trânsito e até porque isto significa pôr a vida dos outros em risco. Mas no caso de uma carta que leva dinheiro, o Correio não a devolve, ele a rouba! Não dá o direito à pessoa de se defender pelo “enorme erro”, “mau ato” ou seja lá o que for contra si mesma - ensina cometendo o crime de ficar com dinheiro alheio.

Se é uma máquina ou não, ela é manipulada por alguém. E quem se apropria do dinheiro alheio? Os funcionários? A empresa?

Se o cidadão errou, deve ser chamado e uma multa até pode ser cobrada, se é que cabe. Mas para ser educativo, o legitimamente correto é orientar a pessoa, devolver seu dinheiro e informar da proibição. Isto bastará para que uma segunda vez não se repita.

Em todos os casos atuais, os Correios são “criminosos”. Como é proibido remeter dinheiro pelo correio, a informação que se tem é que os “valores” ficam ali no momento da manipulação da correspondência, pois a carta simplesmente desaparece do sistema ao entrar numa Central.

Isto é tapar o sol com uma peneira.Quem acoberta quem? No mínimo há uma inversão de valores. O crime está onde?

“Não roubar” é uma questão ética, universal. Retirar uma carta de circulação porque dentro existe um dinheiro, que pode estar sendo enviado para um filho, é permitir que alguém engorde seu salário, usurpando o que não é seu. Isto se chama o quê?

E quem enviou, que crime faz contra alguém, senão contra si mesmo, perdendo o que remeteu?

Não consigo entender que, com os direitos do consumidor, correspondências, inclusive as registradas, sejam usurpadas e fica tudo por isso mesmo. Receber a indenização ridícula, que paga a postagem, é uma afronta ao cidadão. E, não dar o direito, a quem enviou uma carta com dinheiro, de compreender e de ser ensinado de que forma deve enviar, é imoral.

Os consumidores estão calados - será que serem extorquidos pelos Correios é normal? Só porque erraram enviando dinheiro sem saber? Se todos os cidadãos soubessem que “existem máquinas humanas” que selecionam tais cartas, será que eles as enviariam? Cabe um programa de televisão, um “Fantástico” da vida para esclarecer como aumentar o salário sem sentir culpa. Fontes me informaram que os funcionários têm “alta experiência” em descobrir envio de dinheiro só pelo manuseio do envelope... Dito em postos do Correio.

Mas a culpa incide novamente no consumidor! Como sempre, o prejuízo é dele.

Revisão e edição: Renata Appel


Escritora, Arteterapeuta, Mestre em Arquitetura, Consultora. Site: www.sanaarquitetura.arq.br  
e-mail do autor: marilice.costi@sanaarquitetura.arq.br
 
 

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