Investimentos na crise
As melhores oportunidades de negócio surgem na crise. A teoria pode ser até questionável, mas alguns exemplos a comprovam. Tudo é questão de pesquisar. Existe um grupo de empresas brasileiras que é um verdadeiro oásis.
Em uma lista de 20 companhias selecionadas pela Associação Brasileira dos Analistas de Mercado de Capitais, a Abamec, aparecem nomes tradicionalíssimos, como o da Souza Cruz por exemplo. Mas a maioria, no entanto, é desconhecida do grande público e pouco influencia no comportamento do mercado de capitais.
Um exemplo é a fabricante de freios Fras-Le, do Grupo Randon. Fatura 1 bilhão de reais por ano. Em 2001, a companhia apresentou 17% de rentabilidade patrimonial.
A malharia Marisol, de Santa Catarina, é outro exemplo. A empresa faturou 311 milhões de reais no ano passado. E se fortaleceu financeiramente lançando ações na bolsa.
Os setores de siderurgia, de papel e celulose, de mineração e de alimentos têm os mais baixos custos encontrados no mercado internacional. O que mais afeta as companhias brasileiras ainda são as elevadas taxas de juros. Pesam muito sobre suas despesas.
Acredito que somente após as eleições iremos viver um cenário econômico melhor, com declínio sustentado dos juros. Por isso, ouvinte, enquanto a poeira da nossa economia não baixa, é hora de garimpar, com cuidado, as melhores ações do mercado.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
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