Trate bem do seu dinheiro!
Quem nunca teve dúvidas sobre como aplicar seu dinheiro? Agora então, com tanta volatilidade nos mercados, é preciso abrir o olho. Vamos analisar então algumas opções.
Para quem tem R$ 10 mil para investir, a caderneta de poupança é a opção mais segura. Por lei, depósitos bancários como a poupança são garantidos pelo governo até o limite de R$ 20 mil, por CPF. Já os fundos de investimentos não têm essa proteção.
Entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, o investidor deve avaliar com mais cuidado a relação entre risco e rentabilidade. Os mais cautelosos podem aplicar uma pequena parte em renda fixa e o restante em poupança. Os mais ousados podem buscar fundos DI mais arrojados, com carteiras que misturem títulos privados aos títulos públicos. O risco aumenta, mas a rentabilidade também.
Entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, a opção entre cautela e arrojo é ainda mais decisiva. Nesse caso, é bom ficar de olho nas taxas de administração cobradas pelos bancos, que não devem passar de 2%. Nesses patamares, sugiro investimentos em renda fixa, mas há quem prefira a aplicação em ações.
O CDB também é uma boa opção no momento. As fortes oscilações do mercado levaram muitos investidores a fugir dos fundos de investimento e aplicar em CDBs. Os Certificados de Depósitos Bancários passaram a ser apresentados como uma opção segura e sujeita a menos oscilações que os fundos de renda fixa DI.
O CDB é um título do banco, emitido em nome do investidor, que deposita uma determina quantia em troca de um rendimento previsto em contrato. No vencimento, o cliente tem a opção de sacar a quantia corrigida ou reaplicar o dinheiro.
A rentabilidade do CDB é superior à da caderneta de poupança, mas varia de acordo com o prazo da aplicação. Quanto maior o prazo, maior o rendimento.
Quem tem dívidas em dólar ou compromissos futuros na moeda americana, como planos de uma viagem, costuma considerar os fundos cambiais como o destino certo e garantido para o seu dinheiro. Mas, muito cuidado. Antes de proteger o patrimônio em uma aplicação atrelada ao câmbio, é bom saber que existe o risco de ela não refletir exatamente as variações da moeda, sejam elas para cima ou para baixo.
Não é porque o dólar subiu muito que as aplicações cambiais vão acompanhar o ritmo. E os números confirmam. De janeiro a agosto deste ano, o câmbio se valorizou 30,25%, enquanto os fundos cambiais registraram alta de apenas 17,78%.
Para se proteger, o investidor deve se informar sobre a política do fundo e ficar atento ao vencimento dos títulos e contratos que integram a sua carteira. Também é preciso ter em mente que a aplicação em fundos cambiais é considerada de risco, portanto sujeita a oscilações que tendem a ser diluídas apenas a longo prazo.
Para os investidores que já sofreram com ganhos menores, recomendo manter o dinheiro aplicado. Quando o mercado ficar mais tranqüilo, as distorções tendem a diminuir, beneficiando os cotistas.
É preciso estar muito atento na hora de investir. Trate bem do seu dinheiro!
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
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