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Comentarista: José Arthur Assunção
A Lei de Murphy econômica

O dólar vai continuar subindo. A dívida pública vai, por consequência, explodir. Os preços serão contaminados e a inflação retomará o antigo processo de subir sempre, a cada mês, mais que o mês anterior. Os juros terão que subir para tentar domar a inflação. E, desse modo, o consumo irá cair, as empresas investirão menos e chegaremos enfim à estagnação econômica com inflação. Será decretada a moratória das dívidas interna e externa e daí para pior.

Esse discurso caberia em duas bocas: na dos pessimistas, figura tão acreditada por 10 entre 10 integrantes do nosso mercado financeiro e também na boca dos especuladores, que ganham muito dinheiro promovendo o caos.

Não sei precisar se esse discurso é dito pelo pessimista e o especulador se aproveita dele; se é dito pelo especulador e o pessimista o entende como verdade absoluta ou se os dois são uma mesma pessoa.

Eu sei é que esse discurso contamina, de forma impiedosa, a economia brasileira há anos. Acontece a tal da profecia auto-realizável. Os fatos projetados acabam realmente por acontecer, porque, por um lado, empresários e investidores se protegem comprando dólar e os consumidores passam a comprar o menos que podem com medo de não terem, no dia seguinte, o emprego. É um círculo vicioso.

Mas, como toda mentira acaba sendo revelada, chega um momento em que tudo vem à tona e volta à normalidade. Mas e os estragos que já foram feitos naqueles meses e o tempo que se perdeu protelando o crescimento da economia? Como fica? E o que dizer daqueles que faturaram tanto com a desgraça da nação. Isso, sem falar que, daqui a pouquíssimo tempo, começarão os boatos novamente e mais pessimismo, porque um não vive sem o outro.

Mas não é mandando o mercado se lixar, como disse um candidato à presidência, que o problema será resolvido. Vivemos um período ainda de difícil prognóstico, devido à indefinição eleitoral. Contudo, muito já foi feito para restabelecer a ordem econômica.

Reunião dos presidenciáveis com FHC. Reuniões de nossos bravos Pedro Malan e Armínio Fraga com banqueiros internacionais. A volta, aos poucos, das linhas de crédito ao país além da injeção dada pelo governo aos exportadores. Rolagem, com sucesso, dos papéis cambiais e o fechamento do acordo com o Fundo Monetário Internacional.

E se o leitor ainda não está satisfeito, até mesmo o candidato do Governo, José Serra, cresceu nas pesquisas eleitorais e já se encontra em empate técnico com Ciro Gomes na luta pela outra vaga para o 2º turno das eleições presidenciais. Cá entre nós, é muita notícia boa de uma vez para o mercado. Por que então a normalidade demora tanto a se instalar? A anormalidade se instala muito rapidamente, você há de concordar comigo.

Eu ainda acredito no trabalho como sendo a única fonte de salvação. O país precisa do trabalho do seu povo para alcançar a credibilidade externa, tão necessária nesse atual momento de globalização econômica, que é irreversível.

A união precisa se dar entre trabalhadores, empresários e governo contra os especuladores e os pessimistas. Acredito na força dessa união, que já venceu tantas crises nesse país. Não me lembro, em nenhum momento da vida, que se dissesse que o Brasil estava bem, sem crise.

Pois bem, estamos aqui, ainda somos a 11º economia do mundo, somos a liderança da América Latina e demos grandes saltos de qualidade nos últimos anos. Temos um sistema financeiro forte e consolidado, que não permite que o país caia no descrédito como aconteceu com os nossos vizinhos argentinos. Temos um povo que trabalha e acredita no amanhã e empresários que querem produzir e gerar mais empregos.

Tenho muita esperança no novo governo e no povo brasileiro. Quando estivermos mais fortalecidos internamente, com certeza, não daremos mais tanta “trela” para especuladores e pessimistas. Teremos a nação que merecemos. Esse dia não está tão longe. Estamos saindo de mais uma crise com novos ensinamentos. Creio que outra crise igual a essa dificilmente ocorrerá porque aprendemos a utilizar o antídoto que a vence. Cabe ao nosso próximo governante fazer um pacto com todos os setores da sociedade.

A você, otimista como eu, sigamos em frente. A você, pessimista, procure entender a quem ajuda com suas profecias. E a você, especulador, procure outro país para viver.

Revisão e edição: Renata Appel


Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira  
e-mail do autor: jala@asb.com.br
 
 

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