Traduzindo a economia
Macroeconomia. Microeconomia. Termos de tão difícil entendimento para quase todos os brasileiros, mas que têm tudo a ver com o rumo das nossas vidas. Vou tentar simplificá-los.
A microeconomia tem a ver com o dia-a-dia das empresas e das pessoas. É um estudo minucioso das pequenas estruturas da economia, que nos possibilita entender os entraves que impedem o país de crescer: problemas de infra-estrutura, impostos sobre importações, subsídios, entre tantos outros.
Já a macroeconomia é um conjunto de indicadores econômicos, como, por exemplo, inflação, PIB e Balança Comercial. A macroeconomia é fria e precisa ser fria. Ela estuda apenas os indicadores e suas projeções para o futuro.
Esse conjunto de indicadores pode ser comparado a um termômetro. Quem tem febre, necessita de um antitérmico. Da mesma forma, se algum indicador econômico não estiver bom, algo tem que ser feito, e rapidamente.
Dois mil e três foi o ano da macroeconomia para o Brasil. A equipe econômica reverteu a crise de confiança no país. O governo do PT não adotou soluções demagógicas, como muitos acreditavam. Nenhum novo plano foi engolido pelos brasileiros. Como o próprio Presidente Lula tem dito, não existe Plano Lula nem Plano Palocci nem qualquer outro plano de espécie alguma. Existe seriedade.
É de consenso geral que os indicadores macroeconômicos agora estão estáveis e em níveis satisfatórios, graças ao esforço fiscal e à política restritiva, calcada nas elevadas taxas de juros, que marcaram o primeiro ano de Governo. É hora então de atacarmos os problemas estruturas, que, durante muitos anos, atrasaram a vida dos brasileiros e de nossas empresas. É hora de pensarmos na microeconomia. Só assim alcançaremos o crescimento sustentado.
Que os governos municipais, estaduais e federal juntamente com o empresariado e os sindicatos de classe se unam numa agenda comum - não podemos perder, outra vez, a barca do crescimento!
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
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