Fundo cambial
Quem tem dívidas em dólar ou compromissos futuros na moeda americana (como planos de viagem) costuma considerar os fundos cambiais como o destino certo e garantido paara o seu dinheiro. Mas, muito cuidado. Antes de proteger o patrimônio em uma aplicação atrelada ao câmbio, é bom saber que existe o risco de ela não refletir exatamente as variações da moeda, sejam elas para cima ou para baixo.
Prova disso é o resultado de julho da indústria de fundos. Enquanto o dólar apresentou valorização de 23,05% no mês, no mesmo período, os fundos cambiais renderam três vezes menos.
Ao contrário do que muita gente pensa, os fundos cambiais não investem em dólar à vista, no chamado dólar comercial, mas sim em operações financeiras que procuram refletir a variação da moeda.
Em julho, o nervosismo do mercado fez com que as taxas de juros em dólar disparassem. Com a atualização diária das cotas dos fundos, foi preciso ajustar a cotação de suas carteiras à variação de mercado. Em meio a tanta volatilidade, os contratos de juros em dólar deram prejuízos. E, com isso, no total da carteira, os fundos cambiais renderam bem menos que o dólar.
Para se proteger, o investidor deve se informar sobre a política do fundo e ficar atento ao vencimento dos títulos e contratos que integram a sua carteira. Também é preciso ter em mente que a aplicação em fundos cambiais é considerada de risco, portanto sujeita a oscilações que tendem a ser diluídas apenas a longo prazo.
Para os investidores que já sofreram com ganhos menores, os analistas recomendam manter o dinheiro aplicado. Segundo eles, quando o mercado ficar mais tranqüilo, as distorções tendem a diminuir, beneficiando os cotistas.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
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