O seu dinheiro
Todos gostaríamos de saber, com antecedência, como o mercado financeiro irá se comportar em 2004 para investirmos com mais segurança. Mas é sempre difícil prever os movimentos do tabuleiro de xadrez da Economia. Vale, no entanto, ressaltar alguns pontos.
Os fundos de renda fixa continuarão muito interessantes. É que, apesar das quedas freqüentes dos juros básicos da economia, o ganho real – juros descontados da inflação – ainda é muito alto. Além de tudo, é uma aplicação de risco bastante baixo.
Quanto ao mercado de ações, é bom não apostar todas as fichas. O Índice Bovespa dificilmente terá um desempenho tão bom quanto em 2003, quando cresceu quase 100%, muito superior a qualquer outro investimento. Mesmo assim, a renda variável continuará bastante atraente com o reaquecimento da economia. O cenário é muito bom para as empresas de alimentos, setor que reage primeiro ao aumento do consumo.
Também continuarão alavancadas as empresas exportadoras, que ajudaram, e muito, o País em 2003. O saldo tão positivo de nossa balança comercial, ano passado – US$ 2,5 bilhões – abre um novo horizonte para o País. Mesmo com o aquecimento do mercado interno, os empresários não deixarão de exportar. Eles poderão atender às demandas domésticas e internacionais.
Estudos recentes afirmam que a Bolsa de Valores de São Paulo tem potencial para crescer 500% nos próximos quatro anos. O bom resultado dependerá da conclusão das reformas e da recuperação sólida da economia nacional. É claro que o cenário externo também precisa dar uma ajudinha. Mas as perspectivas são totalmente favoráveis.
Os fundos cambiais e o ouro são boas opções para diversificar os investimentos. Mas é preciso ficar atento ao momento certo de entrar e sair desses tipos de aplicações.
Quem também deve ter um bom desempenho este ano são os imóveis. Eles renderam muito pouco em 2003. Os imóveis têm melhores resultados quando as taxas de juros estão em baixa, como ocorre no momento.
Não existe uma fórmula milagrosa para investir. É fundamental avaliar o grau de risco das aplicações. O ideal é montar uma carteira adequada ao seu perfil de investidor e à quantia a ser aplicada. Trate bem do seu dinheiro em 2004!
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
jala@asb.com.br
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