O mundo financeiro, antes e depois da Internet
Desde seus primórdios, bancos, financeiras e demais agentes econômicos passaram por inovações importantes, facilitando, e muito, a vida de seus clientes. Houve até grandes revoluções, que mudaram completamente os sistemas até então vigentes. A penúltima delas foi a informatização.
Mas quero falar da última revolução: a entrada na era da Internet. Talvez devamos caracterizar essa revolução com algum nome ainda mais revolucionário. Nosso relacionamento com bancos e financeiras mudou de uma forma drástica e, ao contrário de outras revoluções, as inovações e mudanças não aconteceram de uma só vez; vão acontecendo a cada dia, todos os dias. E não de acordo com a vontade dos agentes econômicos, mas de acordo com a nossa própria vontade.
Nós, os clientes, é que promovemos a mudança, a partir do momento em que deixamos de ir às agências e obrigamos o sistema financeiro a desenvolver produtos e serviços mais práticos, que possam ser executados através de nosso micro caseiro, ao navegarmos pela Internet.
As filas intermináveis acabaram. Se ainda vamos ao banco, hoje em dia, de duas uma: ou temos que resolver algo pessoalmente com o gerente ou então ainda não sabemos como operar nossa conta diretamente pela rede de computadores. E, com certeza, o que ainda não pode ser feito pela Internet, em pouquíssimo tempo vai passar a ser.
No ramo de financeiras, por exemplo, o financiamento on line é coisa de Primeiro Mundo, isto se os países ricos já se utilizam dessa inovação. Pode ser que eu esteja equivocado, mas não soube, até hoje, de nenhum país no mundo que dispusesse de tal serviço.
O sistema é simples: através do site, o internauta pode se cadastrar e especificar o valor do empréstimo, o número de parcelas de pagamento e a agência onde deseja receber o dinheiro. Automaticamente, o computador fornece o valor de cada prestação, já incluindo os juros. A partir daí, basta esperar a aprovação do empréstimo.
Segundo os últimos dados computados, o volume de financiamentos pelo sites de financeiras cresceu 390% no último ano. A demanda reprimida por financiamento através deste novo meio é o principal motivo para o sucesso da empreitada.
Os representantes do sistema financeiro brasileiro devem estar atentos às inovações da Internet a cada dia para nunca ficar atrás dos demais. Até o momento, só há o que comemorar. Não devemos nada aos países mais desenvolvidos do mundo. Creio, até, que estamos alguns passos à frente!
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
e-mail do autor:
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