Petrobras e Vale - um susto para os investidores
Quem apostou suas fichas na venda de ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce - e vinha obtendo grandes ganhos - pode estar um pouco assustado com as turbulências da economia; principalmente em relação à estatal petroleira, cujas ações estão mais baixas hoje do que em julho de 2000, quando começou a venda de papéis para pequenos investidores com o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. O temor do controle de preços e o risco de ingerência política na estatal foram alguns dos motivos para a baixa na cotação dos papéis na Bolsa.
Já os papéis da Vale foram bem menos afetados, mas ainda assim não escaparam de sofrer oscilações nos preços. A pergunta que fica é se, diante de um cenário bastante turbulento, no qual a aplicação em ações torna-se ainda mais arriscada, os fundos da Vale e da Petrobras ainda são boas opções de investimento a longo prazo.
Em relação à Vale do Rio Doce, as perspectivas são bastante animadoras. Os papéis da empresa acumulam valorização de quase 30% desde fevereiro, muito acima da média da Bolsa de São Paulo. Além disso, a empresa é global, com clientes em todo o mundo e com bom nível de transparência. E, além do mais, a demanda por minério de ferro continua alta.
A Petrobras, por sua vez, tem uma situação um pouco mais complicada por se tratar de uma empresa estatal e, assim, sujeita a rumores políticos. Nas últimas semanas, o governo levantou a possibilidade de retomar o controle dos preços sobre o gás e os combustíveis. Talves por issso o desempenho futuro dos papéis da companhia divida opiniões entre os analistas do mercado financeiro.
Alguns crêem que o risco político sempre foi uma das razões para que a Petrobras fosse uma das petroleiras mais baratas do mercado. No entanto, outros defendem que mesmo que o governo volte a controlar preços, dificilmente o mercado voltará a ser tão regulado quanto foi há alguns anos.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
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