Bovespa
O fim da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em aplicações na Bolsa de Valores de São Paulo tornou o investimento em ações mais atrativo no Brasil. Segundo cálculos de especialistas, sem a CPMF, o custo das transações na Bovespa foi reduzido em dois terços. E a redução pode permitir, a longo prazo, a entrada de novos investidores no mercado acionário.
Além disso, analistas acreditam que o recente corte na taxa básica de juros também poderá contribuir com os investimentos em bolsa, especialmente para quem pensa em diversificar as aplicações. Isso porque as taxas mais baixas reduzem o retorno de aplicações em renda fixa. Com a perspectiva de rentabilidade menor, o investidor que buscar ganhos maiores pode começar a migrar para a bolsa. Além disso, juros menores estimulam a economia e trazem resultados mais positivos para as empresas, aumentando o retorno dos papéis.
Mas sobre as transações em bolsa ainda incide uma tributação que pesa no bolso do investidor: o Imposto de Renda. Desde janeiro, a mordida do Leão dobrou, passando para 20%, o que reduziu a rentabilidade das aplicações. Além disso, a turbulência atual deve ser considerada na hora de aplicar.
Porém, há quem considere esta mesma volatilidade propícia para aplicações em renda variável. São estas oscilações que podem trazer ganhos para o investidor. Quando a bolsa cai, aumentam as chances de retorno para investimentos em ações, pois os ativos estão momentaneamente depreciados. Com a recuperação do mercado, a tendência é de que as ações que mais sofreram tenham espaço amplo para produzir lucros.
Mas, cuidado: é preciso muita cautela para aplicar em bolsa. O investidor não deve se deixar seduzir pela promessa de rentabilidade de uma ação. Quanto mais alto o retorno, maior o risco. Quem não agüenta os altos e baixos deve fugir deste tipo de aplicação.
Revisão e edição: Renata Appel
Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira
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