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Comentarista: Alexandre Diamante
Herpes Genital e Labial

O vírus do herpes (Herpesvirus hominus ) é um antigo inimigo da humanidade, causando infecções como o herpes genital e o herpes labial. O primeiro é considerado, dentre as doenças sexualmente transmissíveis, o de mais rápido crescimento numérico.

O herpes é a uma doença altamente contagiosa que persiste por toda a vida, costumando reaparecer uma vez ou outra. A forma inicial de contágio é por contato íntimo com indivíduo transmissor do vírus, a partir de superfície mucosa ou de lesão infectante. O vírus ganha acesso através de escoriações na pele ou de contato direto com a cérvix uterina, uretra, orofaringe ou conjuntiva.

Incubação - É de 1 a 26 dias, em média 8 dias.

Sintomas

A infecção primária, ou seja, o primeiro contato com o vírus causador do herpes simples ocasiona vesículas (bolhas) que aparecem geralmente na gengiva, língua e lábios, no caso do herpes labial; no pênis, vulva ou vagina, no caso de herpes genital, podendo em média durar de 10 a 14 dias. Inicialmente costuma ocorrer ardor, coceira e vermelhidão. Em certos casos, surge febre e aumento dos gânglios. No terceiro dia, os sintomas se agravam formando vesículas que se transformam em úlceras muito dolorosas. Regridem em 2 a 3 semanas.

Após a infecção primária, o vírus se instala nos gânglios nervosos regionais, permanecendo latente, dormente, até ser reativado. As lesões recidivantes iniciam-se com ardor local, coceira e aparecimento de pequenas vesículas que coalescem, originando lesões maiores. Posteriormente, estas se rompem, ocasionando ulcerações com halo eritematoso, ou seja, a região fica muito vermelha e dolorida. A ferida seca e sara. Começa a formação da casca e cicatrização. Normalmente, as lesões cicatrizam em 7 a 14 dias sem deixar marcas.

Nunca na mesma intensidade, as recorrências podem surgir meses após a primeira infecção ou imediatamente após. Os fatores capazes de desencadear as recidivas, tirar o vírus da latência são: infecções das vias aéreas, doenças que são acompanhadas de febre alta (pneumonia, sinusites...), raios solares, traumatismo, menstruação, estresse físico e emocional. As causas predisponentes são as que diminuem a resistência do paciente. Na maioria dos casos, não se consegue identificar o fator desencadeante. É mais freqüente em adultos e em crianças na faixa etária de 1 a 6 anos, podendo estar associado ao período da erupção dentária (herpes labial).

Período de transmissibilidade - Variável de 4 a 12 dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Herpes labial

Este tipo de herpes é causado pelo vírus do herpes simples do tipo I. Embora grande parte da população seja portadora de vírus, nem todos apresentam o herpes labial. A ocorrência de herpes labial pode se repetir em um período de um ano.

A primeira ocorrência do herpes labial pode acontecer na infância, depois de o bebê ser beijado por pessoas portadoras da infecção, como o pai ou mãe. O vírus passa através da pele, percorre um nervo e esconde-se em uma junção nervosa até ser reativado. Pode causar mal-estar, dor de cabeça, dor ao deglutir, irritabilidade, náuseas, fadiga, perda do apetite e indisposição.

Os fatores mais comuns de reativação do vírus são a gripe, indisposição gástrica, menstruação, fadiga, transtorno emocional, estresse, luz solar intensa ou simplesmente quando a pessoa se sente mal. Acredita-se que, uma vez reativado, o vírus volte do nervo para a mucosa onde causará o herpes labial.

O vírus do herpes labial pode originar outras infecções. Ao tocar o local infectado é aconselhável que se lave as mãos. Se isto não for feito corre-se o risco de contaminar partes do corpo como os olhos. Caso surja o herpes labial o médico deverá ser imediatamente consultado. Também não se deve furar as bolhas e arrancar a crosta da ferida.

Herpes genital

Causado pelo vírus da herpes do tipo II. Milhões de pessoas no Brasil têm herpes genital e infelizmente, a cada ano, dezenas de milhares de homens e mulheres, a maioria entre os 18 e 25 anos, podem contrair esta infecção. O contágio ocorre pelo contato sexual. O momento de maior risco de transmissão ocorre quando as vesículas (bolhas) estouram, pois o líquido no seu interior está carregado de vírus.
Mulheres que apresentam episódios cíclicos de herpes genital devem tomar certos cuidados, caso engravidem, pois o bebê poderá contaminar-se durante o parto, trazendo conseqüências graves. Por isso é importante que o médico esteja ciente da presença do vírus. Exames determinarão a atividade ou não do vírus.

Tratamento

Quanto mais cedo iniciar, muito maior será a efetividade do mesmo, pois a maioria das medicações agem inibindo a multiplicação do vírus, propiciando ao organismo combater um exército menor de agressores;

O tratamento é feito à base de anti-virais, anti-inflamatórios e analgésicos;

É possível prevenir a doença fortalecendo o sistema imunológico, evitando tomar muito sol e mantendo um estilo de vida saudável (menos estresse, bebida alcoólica, cigarro);

Usar preservativo nas relações sexuais;

Não beijar e ser beijado(a) quando houver feridas nos lábios;

Cuidados no toque acidental das feridas e posterior contato com áreas saudáveis do próprio corpo para evitar a disseminação.

Os remédios caseiros não devem ser utilizados. Nenhum deles se mostrou eficaz. Algumas doenças têm sintomas semelhantes e o tratamento é completamente diferente. A consulta ao médico é fundamental caso a pessoa suspeite de herpes. Somente o médico pode ajudar seus pacientes, informando o modo de se cuidarem, prevenir recidivas e, também, evitando que venham a infectar outras pessoas.

Revisão e edição: Renata Appel


Médico do Trabalho, Diretor da Porto Alegre Clínicas e Presidente da ABRAMGE SUL  
e-mail do autor: alexandre@portoalegreclinicas.com.br
 
 

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