Comentários em Real Player.
acesse
 
Confira aqui os dias e horários do Consumidor-RS.
 
 
Deixe aqui sua reclamação ou dúvida quanto a seus direitos como consumidor. Nossa assessoria jurídica responderá o mais breve possível.
 
   
Este espaço é seu: deixe suas sugestões, opiniões e recados!  
  Receba por e-mail as principais notícias e novidades da semana!  
assine
  Pesquise no nosso banco de notícias
 
  pesquise  


Comentarista: Cláudio Boriola
O bê a bá do investimento

Com a chegada do 13º salário e a liberação dos últimos lotes da restituição do imposto de renda, as pessoas começam a se perguntar onde vale a pena investir seu dinheiro. Contudo, muitos descartam a possibilidade de investir em fundos, pois acreditam que não compensaria aplicar pequenos valores e com isso acabam deixando suas reservas esquecidas em uma poupança ou até mesmo na própria conta corrente.

Para clientes mais conservadores, que priorizam a segurança em seus investimentos, são indicados os fundos referenciados DI ou os fundos de curto prazo. Os referenciados apresentam no mínimo 95% de sua carteira aplicada em títulos públicos ou privados e têm por objetivo seguir o mais próximo possível as variações de um índice, normalmente da taxa CDI (média de valores emprestados entre os bancos todos os dias) ou Selic (média de valores negociados dos títulos públicos). Quanto aos de curto prazo, são todos indexados à CDI e Selic. Outra opção também conservadora são os fundos de renda fixa. Estes apresentam uma rentabilidade pouco diferenciada dos de curto prazo e referenciados. A carteira é composta basicamente por títulos públicos federais, títulos privados e uma pequena porcentagem dividida entre ações, derivativos e CDBs.

Essas carteiras de investimento apresentam baixo risco de crédito, rentabilidade acima da média da poupança, sem carência, e com baixo valor de investimento inicial, variando de banco para banco, assim como sua taxa de administração (porcentual cobrado em cima da rentabilidade pela administração do fundo por parte do banco). Para pessoas que buscam maior rentabilidade, com estilo mais arrojado (entenda-se aplicações com maior risco), os fundos de renda variável (multimercado, cambial e ações) são os mais indicados, principalmente num cenário econômico de queda lenta, mas constante da taxa de juros. Dependendo do banco, é possível aplicar nesses fundos com valor inicial de R$ 100.

Não podemos esquecer que os fundos de investimentos têm incidência de CPMF, imposto sobre operações financeiras (IOF) e imposto de renda. Há uma diferenciação na tabela do IR entre os fundos de curto prazo (aplicações até 365 dias), com a tributação variando entre 22,5% e 20%. Já nos fundos de longo prazo (acima de 365 dias), a tributação varia de 22,5% até 15%. Os fundos de ações são tributados sempre em 15%. O IOF incide nos resgates efetuados no período inferior a 30 dias. Quanto à CPMF, a cobrança é de 0,038% e incide no momento das aplicações.

Quando falamos em um fundo de investimento, vale lembrar que o risco sempre vai existir, pois por melhor que tenha sido seu planejamento é impossível prever as tendências do mercado. Nesse aspecto, ressaltamos os 3 riscos que incidem sobre os fundos: crédito, liquidez e mercado, sendo que eles não existem isoladamente. Risco de crédito é a possibilidade do cedente do título não pagar ao comprador os juros prometidos. Risco de liquidez surge da dificuldade de se encontrar compradores de um determinado ativo num momento e preço desejado. E, por fim, risco de mercado, é a possibilidade da desvalorização ou valorização de um ativo, devido a alterações políticas e econômicas ou, até mesmo, a situação individual, como, por exemplo, a falência do Banco Santos.

Os caminhos para a escolha tanto do fundo quanto da instituição devem ser procurar instituições financeiras confiáveis com boa cotação no mercado, não confiar em empresas encontradas pela internet, não fazer aplicações por telefone ou caixas eletrônicos e sempre exigir do seu gerente termo de ciência e o prospecto do fundo. A maioria dos bancos mantém serviços para as dúvidas e, se ainda restarem questionamentos, não hesite em procurar um profissional credenciado à CVM – Comissão de Valores Mobiliários para planejar em conjunto o seu futuro financeiro. Boa Sorte!

Revisão e edição: Renata Appel


Consultor Financeiro, Conferencista, Especialista em Economia Doméstica e Direitos do Consumidor. Autor do livro Paz, Saúde e Crédito – Editora Mundial e do Projeto para inclusão da disciplina "Educação Financeira nas Escolas".  
e-mail do autor: claudioboriola@boriola.com.br
 
 

Nossos comentaristas:
1. Adeli Sell
2. Aldemir Spohr
3. Alexandra Periscinoto
4. Alexandre Appel
5. Alexandre Diamante
6. Alvaro Trevisioli
7. Ana Cláudia Guimarães e Souza de Miguel
8. Ana Paula Simone de Oliveira Souza
9. Ana Rique
10. Andrea Cristina Sakata
11. Andrea Mente
12. Antonio Luís Guimarães de Álvares Otero
13. Augusto Paes Barreto
14. Benny Spiewak
15. Carlos Alberto Pescada
16. Carlos Eduardo Dantas
17. Carolina Memran Schreier
18. Chan Wook Min
19. Cláudia Domingues
20. Claudia Yamana
21. Cláudio Boriola
22. Conceição Clemente
23. Dalmir Sant Anna
24. Daniel Maranhão
25. Daniella Augusto Montagnolli Thomaz
26. Diego Lopes
27. Domingos Sávio Zainaghi
28. Eduardo de Oliveira Gouvêa
29. Emerson Kapaz
30. Eric Jean Peleias
31. Eric Slywitch
32. Eunice Casagrande
33. Fabiano Carvalho
34. Fábio Alexandre Lunardini
35. Fábio Lopes
36. Fernando Quércia
37. Gabriel Aidar Abouchar
38. Gilson Rasador
39. Giselle Ferreira de Araújo
40. Gislaine Barbosa de Toledo
41. Greyce Lousana
42. Grijalbo Fernandes Coutinho
43. Guilherme Iglesias
44. Hugo Cavalcanti Melo Filho
45. Istvan Kasznar
46. Joandre Antonio Ferraz
47. João Felipe Consentino
48. Jordão de Gouveia
49. José Arthur Assunção
50. José Eduardo Ribeiro Lima
51. Juliana Girardelli Vilela
52. Leôncio de Arruda
53. Lúcia Farias
54. Luciane Varela
55. Luciano Athayde
56. Luiz Fernando Lucas
57. Luiz Fernando Mussolini Junior
58. Luiz Renato Roble
59. Luiz Riccetto Neto
60. Marcelo Amorim
61. Márcia Trevisioli
62. Marco Antonio Sabino
63. Marcos Antonio Ribeiro
64. Maria Elisabeth de Menezes Corigliano
65. Maria Inês Arruda de Três Rios
66. Maria Lucia Benhame
67. Marilice Costi
68. Mario Ernesto Humberg
69. Mônica Cilene Anastácio
70. Mônica Miranda Franco Vilela
71. Natali Araujo dos Santos Marques
72. Newton Eduardo Busso
73. Paulo Antenor de Oliveira
74. Pedro Lessi
75. Pérsio Ferreira Rosa
76. Rafael Augusto Paes de Almeida
77. Rafael Motta e Correa
78. Rafaela Domingos Lirôa
79. Reginaldo Minaré
80. Régis Fernandes de Oliveira
81. Renata Appel
82. Roberto Monteiro
83. Rodnei Iazzetta
84. Rodrigo Barioni
85. Rodrigo Jacobina
86. Rodrigo Maitto da Silveira
87. Rosana Marques Neto
88. Rosely Lemos
89. Rubens Naves
90. Tom Coelho
91. Valdomiro Soares
92. Victor Polizzelli
93. Werner Kugelmeier
94. Ziara Abud

::Dicas para o consumidor::
© 2001 Consumidor RS...
Página Inicial Entrevistas Notícias Comentaristas Boletim Fórum Estadual de Defesa do Consumidor Variedades Consumidor RS recomenda
Parceiros Consumidor-RS
 > Quem somos
 > O que fazemos
 > Nosso compromisso
 Principais links de  interesse dos  consumidores
 Fale conosco. A sua  opinião é muito  importante para nós.
Como será seu comportamento de consumo neste final de ano em pleno momento de crise econômica mundial?
Vou seguir fazendo compras da maneira que sempre fiz todos os anos!
Terei mais cautela na hora de comprar, com preços e formas de pagamento.
Vou comprar e gastar o mínimo possível!
Estou alheio(a) a este tema./O assunto não me preocupa.