Os cuidados com as compras de final de ano
|
As festas de final de ano se aproximam. Para o mercado interno brasileiro, não há período igual. Há uma movimentação de capital e de mão-de-obra que não se repete com a mesma intensidade em outras datas comerciais. Para a população economicamente ativa há intensa abertura de vagas temporárias, nos mais diversos ramos de negócios. Já para o consumidor aparece a oportunidade de pechinchar e comprar produtos por preços baixos. Os lojistas não querem chegar em janeiro com estoque cheio e estão mais abertos à negociação. É essa a hora de comprar, mas sempre com cautela e planejamento.
O termo “frio e calculista” geralmente aparece nos noticiários policiais e se referem a alguém que cometeu um crime grave, geralmente premeditado, e não demonstra arrependimento do que fez. Mas se tirarmos essa fama negativa, sobram as características ideais para um bom consumidor, principalmente nesse período de final de ano. É preciso ser frio a ponto de deixar parentes e amigos mais próximos sem presentes, caso o seu lado “calculista” comprove que você não está com o saldo tão favorável para a compra de lembranças. Apelar para os presentinhos mais baratos ou somente para a presença pode ser a solução. Como consumidor, você deve comprar (ou não!) de forma premeditada e não se arrepender do seu ato.
É muito importante lembrar que seu 13º salário não é para ser totalmente utilizado nas compras de final do ano. Ao agir por impulso, o consumidor saca seus cheques e cartões de crédito, comprometendo não só o 13º como sua renda do início do ano seguinte. Somadas às contas pendentes chegam às contas fixas, como os impostos. Está formada a bola de neve.
O final de ano é o período mais perigoso para o consumidor brasileiro. É quando o brasileiro deixa se levar pela emoção de comprar, pelo ato impulsivo. As lojas estão bonitas e com preços atrativos. Esses fatores acabam atraindo o consumidor que não planeja suas compras para o centro do furacão e podem deixar, meses depois, o seu nome negativado. Apenas mais um brasileiro que entra para as estatísticas. Assumir essa porção “fria e calculista” vai deixar o consumidor muito mais alerta e consciente das suas condições financeiras. Antes de sair da casa, faça uma pesquisa apurada sobre o produto que deseja comprar. A internet está aí para isso!
Indo até o estabelecimento que tem o menor preço, nunca deixe de pechinchar. Lembre-se que, quando você está com dinheiro vivo para o pagamento à vista, você livra o vendedor dos riscos da inadimplência de um parcelamento. É uma verdadeira arma contra os juros e os preços altos. Esse consumidor consciente e responsável deve existir durante todo o ano, mas neste período deve ser reforçado.
Revisão e edição: Renata Appel
Consultor Financeiro, Conferencista, Especialista em Economia Doméstica e Direitos do Consumidor. Autor do livro Paz, Saúde e Crédito – Editora Mundial e do Projeto para inclusão da disciplina "Educação Financeira nas Escolas".
e-mail do autor:
claudioboriola@boriola.com.br
|