Os estudos e pesquisas referentes às mudanças ambientais e à dinâmica evolutiva tratam das transformações que os sistemas ambientais têm sofrido ao longo dos últimos séculos. As atividades econômicas e sociais empreendidas pelas sociedades ocasionaram repercussões nos sistemas geomorfológicos e hidrológicos e mudanças significativas nos sistemas ambientais. Os efeitos mencionados são as chamadas mudanças dos impactos antropogênicos associadas às mudanças nos componentes ou variáveis climáticas.
A estrutura dos sistemas ambientais normalmente respeita uma organização cujo funcionamento depende das forças externas que afetam o equilíbrio ou a estabilidade a que os ecossistemas estão normalmente ajustados. Diante desse contexto, resiliência poderia ser definida como a capacidade do ecossistema em manter ou retornar às suas condições originais após um distúrbio provocado por forças naturais ou pela ação humana, ou seja, os impactos antropogênicos.
A resiliência refletiria a persistência das relações internas do sistema, a capacidade de o sistema voltar às condições originais após ser impactado por forças externas a ele. O conceito de resiliência é muito importante para os cientistas, formadores de políticas e tomadores de decisão em razão do manejo dos sistemas ambientais e em relação à reversibilidade do impacto ambiental ou antropogênico.
Observar e administrar a resiliência ecológica de ecossistemas específicos, como a Floresta Amazônica, mais que otimizar recursos envolve a compreensão das vulnerabilidades e incertezas que podem ocorrer e que devem informar políticas de desenvolvimento e proporcionar evidências mais seguras para a tomada de decisão. O conhecimento da resiliência dos ecossistemas é extremamente importante por focalizar os limiares além dos quais os sistemas ecológicos não podem mais se recuperar ou voltar ao estado original, além de que a readequação dos fatores será em relação a um novo equilíbrio, que significa a estabilidade rompida, e a impossibilidade de recuperação dos sistemas naturais.
Revisão e edição: Renata Appel
Professora visitante da Universidade de Oxford (Reino Unido), da London School of Economics (Reino Unido), da Freie Universität de Berlin (Alemanha) e do Stetson University Program (Estados Unidos). Pós-doutora pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Portugal), especialista pelo Human Rights Program da Harvard Law School (Estados Unidos), Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo (Brasil), Mestre em Direito pela Universidade de São Paulo (Brasil), Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil). Professora e conferencista nas cadeiras de Direito Internacional e Direito Ambiental. Pesquisadora científica em Desenvolvimento Sustentável, Direito Ambiental, Mudanças Climáticas, Energias Renováveis, Responsabilidade Social Corporativa, Políticas Sócio-Ambientais e Políticas Públicas em países em desenvolvimento. Consultora legal em Sustentabilidade e Direito Ambiental para empresas e organismos governamentais. Integrante do Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Eleita pelo Conselho Britânico Embaixadora do Clima no Brasil.
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