Cartão na mão, dinheiro não
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Ilusão de dinheiro fácil, de ter tudo que se quer, o cartão de crédito/débito possui esse poder. Quando vamos às compras, ao utilizarmos nosso cartão, na realidade estamos comprando sem ter o dinheiro na hora. Estamos contando com ele só ao fim do mês, e muita gente não consegue ter controle, noção ou clareza sobre isso, terminando por fazer um uso indevido, adquirindo muitos compromissos financeiros que, quando não são respeitados, viram dívidas juros, correções e multas.
O controle no uso do cartão de crédito é muito importante, principalmente pelo fato de que muita gente não possui só um cartão, mas 2, 3, 4 ou mais. A grande jogada deles é: ou você não tem anuidade ou paga apenas um irrisório valor por ele durante o ano, mas ressalto que não existe VALOR IRRISÓRIO, existe sim UM VALOR e, você está pagando todo mês.
Ele, realmente, vem nos facilitar tudo diante de uma necessidade emergente, mas nem tudo é emergência, nem tudo é urgência, e lançamos mão dele de uma forma tão fácil e prática que nem percebemos que a cada compra estamos comprometendo nossa renda. Por outro lado, temos outra condição que nos é mais exigida hoje, que é a de segurança e de andar com muito pouco dinheiro. Assim, o cartão vem exercer sua função, mas cabe a nós sabermos o momento certo de utilizá-lo e evitarmos agir de forma impulsiva, impensada ou imediatista.
Quando fazemos uso do débito em conta, a coisa muda um pouco de figura, pois lembramos logo de quanto temos na conta e iremos estourar e entrar no cheque especial (se quisermos ou não); aí temos um pouco mais de controle, pois sabemos das altas taxas de juros que somos submetidas dia-a-dia pelos bancos. No entanto, ainda existem algumas pessoas que perdem o controle diante de mais uma facilidade que é oferecida.
As administradoras buscam cada vez mais atingir públicos diversos, e aí temos os cartões de dependentes, jovens universitários, idosos, para viagens etc. Sou a favor do cartão de crédito/débito, mas sou a favor da tranqüilidade no fim do mês, da compra planejada, do saber o que se quer e do comprar o que se pode. Oriente sua família, converse, troque idéias e ensine através do seu exemplo a utilizar o cartão de crédito.
Revisão e edição: Renata Appel
Psicóloga, Pós-Graduada em Psicoterapia Transpessoal Budista Tibetana, com Formação na Índia; Dinâmica de Grupo na Empresa; Administração de RH com Formação em Empreendedorismo em Lisboa, Portugal. Curso de Psicologia Reconhecido e Habilitado em Portugal pela Universidade Aberta; Professora Universitária há mais de 17 anos; consultora empresarial nas áreas de Comportamento Humano, Marketing de Relacionamento, Comportamento do Consumidor e Qualidade de Vida nas Organizações; escritora, entrou em 2006 para o Rank Nacional de Recordes por ser a autora que mais lançou livros em uma única noite de autógrafos (8): "Quer ser empreendedor: siga estas dicas..."; "Socorro: estão levando meu R$"; "Ame-se mais"; "Aprendi que na vida..."; "Recordações"; "Reflexões que fortalecem"; "O que nós mulheres esperamos de vocês homens" e "A miopia do amor"); colunista no site www.necessaire.com.br (coluna: CONSUMO & R$); personal trainer em processos de como perder o medo de falar em público e palestrante Nacional.
e-mail do autor:
anarique@anarique.net
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