Consumir propaganda política
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Para uns, entretenimento; para outros, caos ou motivo de comédia. Para muitos, esse período tem sua programação quebrada, quer seja em rádio ou TV. Deparamo-nos com as mais variadas formas de propagandas políticas, as quais nem podemos dizer “não, não quero ver, ouvir ou assistir”, sendo que nos resta como única opção desligar o aparelho. Mas e quando são flâmulas, bandeiras, ônibus, carros de som (que invadem nossos ouvidos)? Não há jeito – estão ao nosso redor, em nossa frente, e temos de conviver com tudo isso durante esse tempo.
Estamos diante de candidatos que estão o tempo todo sorrindo, não sei se para nós ou de nós, pois com tantas coisas acontecendo e que na maioria das vezes não vemos soluções, pergunto-me: “será apenas mais um candidato?”.
No carro, quase somos invadidos por mastros e bandeiras que ficam a se movimentar continuamente sem respeitar seus devidos lugares. Na TV, assistimos apresentações que nem valem a pena. No rádio, informação que realmente some é uma verdadeira raridade. Nos carros e demais formas visuais de apresentação, vemos pessoas sobre as quais não sabemos nada, mas que prometem tudo em sua expressões diárias.
A grande questão é: por qual motivo eles sorriem tanto, mas depois que ganham desaparecem, nem um rastro deixam? Parece que se tornam invisíveis.
Antes da propaganda política, deveríamos saber a formação de cada pessoa, sua experiência profissional, área de atuação e, principalmente, razões que a levou a buscar essa área, como se faz quando se busca um emprego na área privada, onde mesmo tendo um grau de exigência altíssimo, ainda temos surpresas, quem dirá escolhendo pessoas que nem sabemos de onde vem e nem para onde vão!
O consumo de propaganda política é uma coisa muito questionável, pois sabemos que é ou deveria ser através dela que iríamos conhecer os candidatos, as várias opções de propostas e, a partir daí, criar um critério de escolha, mas mais uma vez nos deparamos com interrogações diante do que nos é apresentado, do que nos é mostrado, e fica a grande dúvida: O QUE FAZER?
Ter bom senso nessa hora fica até difícil. Cabe a cada um de nós, consumidores, buscar informações daqueles que escolhemos, através dos mais variados formatos, para termos segurança mínima que nosso voto vale a pena ser para esse ou aquele candidato.
Desejo que você e eu façamos a melhor escolha na hora do voto e, com isso, tenhamos uma melhoria real em muita coisa que anda acontecendo neste Brasil, terra abençoada e que tanto nos pode dar de bom.
Revisão e edição: Renata Appel
Psicóloga, Pós-Graduada em Psicoterapia Transpessoal Budista Tibetana, com Formação na Índia; Dinâmica de Grupo na Empresa; Administração de RH com Formação em Empreendedorismo em Lisboa, Portugal. Curso de Psicologia Reconhecido e Habilitado em Portugal pela Universidade Aberta; Professora Universitária há mais de 17 anos; consultora empresarial nas áreas de Comportamento Humano, Marketing de Relacionamento, Comportamento do Consumidor e Qualidade de Vida nas Organizações; escritora, entrou em 2006 para o Rank Nacional de Recordes por ser a autora que mais lançou livros em uma única noite de autógrafos (8): "Quer ser empreendedor: siga estas dicas..."; "Socorro: estão levando meu R$"; "Ame-se mais"; "Aprendi que na vida..."; "Recordações"; "Reflexões que fortalecem"; "O que nós mulheres esperamos de vocês homens" e "A miopia do amor"); colunista no site www.necessaire.com.br (coluna: CONSUMO & R$); personal trainer em processos de como perder o medo de falar em público e palestrante Nacional.
e-mail do autor:
anarique@anarique.net
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