Comentários em Real Player.
acesse
 
Confira aqui os dias e horários do Consumidor-RS.
 
 
Deixe aqui sua reclamação ou dúvida quanto a seus direitos como consumidor. Nossa assessoria jurídica responderá o mais breve possível.
 
   
Este espaço é seu: deixe suas sugestões, opiniões e recados!  
  Receba por e-mail as principais notícias e novidades da semana!  
assine
  Pesquise no nosso banco de notícias
 
  pesquise  


Comentarista: Fernando Quércia
Um tributo à inteligência

Vivemos no país dos impostos! Todas as pessoas físicas e jurídicas, que exercem atividade comercial, industrial ou prestação de serviços são de alguma forma, ou melhor, de várias formas, assoladas mensalmente por uma enxurrada de tributos. Essa situação, associada às intempéries e crises financeiras das quais fomos vítimas no decorrer principalmente das 3 últimas décadas, levou nosso país a se tornar um canteiro fértil de situações das mais adversas quando falamos de empresas.

Existem empresas sadias, existem sim, aquelas que por motivos – os mais variados – acabaram por transpassar as crises financeiras e se tornaram fortes, saudáveis e rentáveis. Existem empresas que balançaram, mas não caíram, e hoje, apesar de carregar passivos tributários discutidos interminavelmente nos tribunais, são empresas que conseguiram seu lugar ao sol e hoje procuram se fortalecer e ganhar cada vez mais mercados. E também existem aquelas que sucumbiram perante as crises, que por conta de gestões mal sucedidas aliadas às tempestades políticas e financeiras acabaram por falir.

No meio desse cenário, muitas foram as lutas travadas, muitas teses jurídicas nasceram e foram defendidas. Em uma crescente de carga tributária aliada quase sempre à inoperância e ingerência do governo, as empresas começaram a buscar formas de praticar a elisão fiscal (muitas também praticando a sonegação). Surgiram, com isso, os aproveitadores (bandidos), profissionais que costuravam o desespero e despreparo dos empresários prometendo a eles soluções milagrosas para quitar suas dívidas, ora em forma de esmeraldas, ora em forma de papéis e títulos dos mais variados, que vinham da época dos imperadores e se dirigiam para um futuro incerto. Todas as soluções, porém com algo em comum: eram vendidas com a forma de quitar as dívidas com percentuais baixíssimos. Compre por vinte; pague por cem!

Felizmente, hoje começamos a viver tempos diferentes. Os empresários estão mais atentos, quase todos com uma história ou uma pedra verde em seu baú (ou um título na parede). A economia parece ter sossegado, pelo menos por enquanto. O governo, ainda que sem uma gestão que se possa chamar de competente, pois não consegue ou não quer diminuir sua dívida pública, vem se armando com as armas da modernidade para se tornar um cobrador mais ágil e executor mais atento. E a carga tributária, essa dificilmente cairá, portanto temos que nos adequar a ela e aprender a conviver com ela da maneira mais inteligente possível. Acreditem: existem maneiras inteligentes de conviver com o pagamento de impostos, e estas maneiras, criadas a partir das chamadas leis de incentivos, estão hoje cada vez mais presentes e possíveis.

Poxa vida! Passamos por tanta coisa, aprendemos tanto, até nós, homens de 40, 50, 60 anos, que jogávamos o papel de bala pela janela e deixávamos a torneira aberta para escovar os dentes, aprendemos com nossos filhos e netos sobre a importância do meio ambiente, por que não refletirmos sobre a possibilidade de se fazer um uso inteligente de nossos impostos? Afinal tudo se aprimora, inclusive nossa conduta, nossas leis e os mecanismos de fiscalização para aplicá-las. Querem ver um exemplo prático disso?

O Programa de Ação Cultural (PAC), instituído pela Lei Estadual 12.268, de 20/02/2006, oferece ao contribuinte do ICMS a oportunidade de patrocinar a produção artística e cultural de São Paulo, apoiando financeiramente projeto credenciado pela Secretaria da Cultura do Estado. Quem participar do programa poderá aproveitar-se de benefício fiscal, creditando-se do valor destinado ao patrocínio. Este benefício para a grande maioria dos pagadores de ICMS no Estado de São Paulo fica na casa dos 3%. Trocando em miúdos, ao invés de pagar todo o ICMS diretamente ao Estado e rezar para que este seja devidamente e corretamente aproveitado, podemos direcionar uma parte deste imposto para atividades culturais das mais variadas, como por exemplo artes plásticas, visuais e design; bibliotecas, arquivos e centros culturais; cinema, circo, cultura popular, dança, eventos carnavalescos e escolas de samba; hip-hop, literatura, museu, música, ópera, patrimônio histórico; pesquisa e teatro; bolsas de estudos para cursos de caráter cultural ou artístico, ministrados em instituições nacionais ou internacionais sem fins lucrativos; programas de rádio e de televisão com finalidades cultural, social e de prestação de serviços à comunidade; projetos especiais – primeiras obras experimentações, pesquisas, publicações, cursos, viagens, resgate de modos tradicionais de produção, desenvolvimento de novas tecnologias para as artes e para a cultura e preservação da diversidade cultural; restauração e conservação de bens protegidos por órgão oficial de preservação; e recuperação, construção e manutenção de espaços de circulação da produção cultural no estado.

Agindo dessa forma, garantimos que pelo menos um pedaço do imposto a ser pago poderá ser usado de forma correta. E, acreditem, funciona! O sistema foi montado de maneira a ser inteiramente informatizado, especialmente desenvolvido pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. A empresa interessada passa por uma fase de credenciamento eletrônico. Após a verificação da regularidade do contribuinte, este passa a ser habilitado, sendo a habilitação renovada mês a mês automaticamente. Após a habilitação, serão apresentados os projetos previamente aprovados e, por fim, haverá a destinação das verbas e a conseqüente escrituração do benefício.

Devemos e temos que mudar o rumo de nossa história para torná-la cada vez melhor, criar uma consciência mais clara, que se reflete em ações mais inteligentes, nos sacudir da cadeira, eternos inconformados, e aproveitar as oportunidades e chances que chegam às nossas mãos. O inconformado que age é o líder; o inconformado que reclama é um chato.

Vivemos no país dos Impostos! Vamos pagá-los com inteligência!

Revisão e edição: Renata Appel


Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Defesa do Ambiente (CNDA), ingressou na carreira de delegado de polícia, onde atuou por mais de cinco anos, em Campinas, Sumaré e Mogi Guaçu, em SP.  
e-mail do autor: querciasaopaulo@uol.com.br
 
 

Nossos comentaristas:
1. Adeli Sell
2. Aldemir Spohr
3. Alexandra Periscinoto
4. Alexandre Appel
5. Alexandre Diamante
6. Alvaro Trevisioli
7. Ana Cláudia Guimarães e Souza de Miguel
8. Ana Paula Simone de Oliveira Souza
9. Ana Rique
10. Andrea Cristina Sakata
11. Andrea Mente
12. Antonio Luís Guimarães de Álvares Otero
13. Augusto Paes Barreto
14. Benny Spiewak
15. Carlos Alberto Pescada
16. Carlos Eduardo Dantas
17. Carolina Memran Schreier
18. Chan Wook Min
19. Cláudia Domingues
20. Claudia Yamana
21. Cláudio Boriola
22. Conceição Clemente
23. Dalmir Sant Anna
24. Daniel Maranhão
25. Daniella Augusto Montagnolli Thomaz
26. Diego Lopes
27. Domingos Sávio Zainaghi
28. Eduardo de Oliveira Gouvêa
29. Emerson Kapaz
30. Eric Jean Peleias
31. Eric Slywitch
32. Eunice Casagrande
33. Fabiano Carvalho
34. Fábio Alexandre Lunardini
35. Fábio Lopes
36. Fernando Quércia
37. Gabriel Aidar Abouchar
38. Gilson Rasador
39. Giselle Ferreira de Araújo
40. Gislaine Barbosa de Toledo
41. Greyce Lousana
42. Grijalbo Fernandes Coutinho
43. Guilherme Iglesias
44. Hugo Cavalcanti Melo Filho
45. Istvan Kasznar
46. Joandre Antonio Ferraz
47. João Felipe Consentino
48. Jordão de Gouveia
49. José Arthur Assunção
50. José Eduardo Ribeiro Lima
51. Juliana Girardelli Vilela
52. Leôncio de Arruda
53. Lúcia Farias
54. Luciane Varela
55. Luciano Athayde
56. Luiz Fernando Lucas
57. Luiz Fernando Mussolini Junior
58. Luiz Renato Roble
59. Luiz Riccetto Neto
60. Marcelo Amorim
61. Márcia Trevisioli
62. Marco Antonio Sabino
63. Marcos Antonio Ribeiro
64. Maria Elisabeth de Menezes Corigliano
65. Maria Inês Arruda de Três Rios
66. Maria Lucia Benhame
67. Marilice Costi
68. Mario Ernesto Humberg
69. Mônica Cilene Anastácio
70. Mônica Miranda Franco Vilela
71. Natali Araujo dos Santos Marques
72. Newton Eduardo Busso
73. Paulo Antenor de Oliveira
74. Pedro Lessi
75. Pérsio Ferreira Rosa
76. Rafael Augusto Paes de Almeida
77. Rafael Motta e Correa
78. Rafaela Domingos Lirôa
79. Reginaldo Minaré
80. Régis Fernandes de Oliveira
81. Renata Appel
82. Roberto Monteiro
83. Rodnei Iazzetta
84. Rodrigo Barioni
85. Rodrigo Jacobina
86. Rodrigo Maitto da Silveira
87. Rosana Marques Neto
88. Rosely Lemos
89. Rubens Naves
90. Tom Coelho
91. Valdomiro Soares
92. Victor Polizzelli
93. Werner Kugelmeier
94. Ziara Abud

::Dicas para o consumidor::
© 2001 Consumidor RS...
Página Inicial Entrevistas Notícias Comentaristas Boletim Fórum Estadual de Defesa do Consumidor Variedades Consumidor RS recomenda
Parceiros Consumidor-RS
 > Quem somos
 > O que fazemos
 > Nosso compromisso
 Principais links de  interesse dos  consumidores
 Fale conosco. A sua  opinião é muito  importante para nós.
Como será seu comportamento de consumo neste final de ano em pleno momento de crise econômica mundial?
Vou seguir fazendo compras da maneira que sempre fiz todos os anos!
Terei mais cautela na hora de comprar, com preços e formas de pagamento.
Vou comprar e gastar o mínimo possível!
Estou alheio(a) a este tema./O assunto não me preocupa.