Reflexões sobre como lidar com o seu dinheiro e sua forma de consumir
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Muitas são as pessoas que no fim do mês ficam desesperadas pensando como vão pagar/quitar/resolver/eliminar uma série de compromissos financeiros que fizeram no decorrer do mês. Fim de mês tem sido um grande, para não dizer, extremo estresse para muita gente, e isso vem refletir em uma série de outras emoções e comportamentos do ser humano. Mesmo diante desse dilema, impasse e momento total de grande reclamação, o consumidor repete tudo no mês seguinte e, mais uma vez, tem em seu fim de mês outro desespero.
Muitos dizem:
• Meu dinheiro não dá para nada.
• Só em pensar em receber meu salário já me irrito, pois sei que vou ficar sem dinheiro.
• Eu não tenho salário, eu tenho contas a pagar.
• É pegando o dinheiro aqui e pagando tudo ali.
• Eu quero saber onde esses preços que aumentam tanto vão parar.
• Não sei como fazer meu dinheiro render mais.
• Dinheiro devia crescer como capim.
• Ganho cada vez menos? Ou as coisas sobem cada vez mais?
• Vou pedir emprestado.
• Vou pagar só uma parte do cartão e deixar o restante para o mês seguinte.
• Vou usar meu cartão para pagar algumas contas.
E, cada vez que se vai mais uma vez, tendo que pagar algo no fim do mês, ao mesmo tempo também tendo que comprar algo mais, uma infinidade de reclamações surgem. Lembro aqui que tudo que decidimos comprar, deve ser para nos dar prazer, satisfação, e não, dizer “Não sei para que comprei isso! Só fiz gastar dinheiro e ficar apertado(a)”.
O dinheiro de um mês de trabalho é para também nos dar tranqüilidade, prazer, satisfações e, principalmente, qualidade de vida. Vejo muita gente que, ao receber seu salário, tem é na verdade desespero de vida. Aqui, em momento nenhum, desejo e nem vou dizer “não compre”. Digo: “compre, mas de forma planejada, assim poderá comprar tudo que quer sem ficar apertado, agoniado e depois sem saber como pagar; na realidade, pagando juros em cima de juros e juros”. Observe:
JUROS = PERDER MUITO DINHEIRO
Vamos economizar e fazer nosso dinheiro se multiplicar.
O que uma mulher consome em um carro? Aqui podemos analisar sob dois ângulos:
O que ela utiliza que já vem no carro?
Usa e muito os espelhos, não apenas para dirigir e ter mais segurança, mas principalmente para se olhar e colocar batom; os porta copos facilitam, e assim mantém-se hidratada, pois a todo momento pode ingerir água sem ter de ficar segurando o copo o tempo todo. A mala, então, é seu grande guarda tudo; as laterais das portas têm tudo que ela pode utilizar de imediato, evitando ter de parar o carro para tal, como um bombom, lenços de papel, CDs, etc. Torna todo e qualquer espaço que tenha em seu carro muito mais que utilitário, ou seja, consome seu carro em tudo mesmo.
E o que ela leva no carro para ter mais facilidade de resolver uma série de coisas no dia-a-dia?
Posso dizer que é uma pergunta muito boa, principalmente para a mulher que trabalha, pois o carro vira uma verdadeira casa ou real escritório. Nele você encontra de tudo que possa gerar praticidade, comodidade, satisfação e fazer com que ela tenha muito menos trabalho. Mas também ressalto que o consumo de determinadas coisas aumentam, e muito.
Ela tem em seu carro:
• 2 pares de calçado, pois não sabe o que pode surgir durante o dia;
• uma bolsa pequena térmica onde coloca a maquiagem;
• uma ou duas blusas que, de preferência, não amassem, pois poderá passar o dia fora e precisar;
• uma outra bolsa para combinar com o sapato, caso troque e goste de ter sempre da mesma cor;
• Itens de higiene pessoal, como lenço umedecido, papel higiênico, palito de dente, cotonetes e outros itens importantes para a mulher versátil, prática e que não pode perder tempo.
No meu caso específico, tenho uma mini geladeira, pois assim evito comprar coisas (água, refrigerante, frutas) na rua, estando dentro do carro, principalmente preservando minha segurança quando viajo.
Acreditem: tem quem leve muito mais coisa do que foi citado, principalmente quando tem filho.
Cada vez mais as empresas/fabricantes de automóveis pensam nessa grande consumidora que é a mulher – o que fazer para proporcionar facilidades, praticidades, comodidades e, a partir daí, atratividade no consumo desse ou daquele veículo.
Pergunto: O que você leva em seu carro?
Moro só: o que predomina em meu consumo?
Sabemos que existem gostos e gostos, interesses os mais variados possíveis, mas se além de morar só, você trabalha, as coisas tomam uma condição bem diferente, pois existem uma série de variáveis a serem analisadas como:
• Quanto tempo possui para fazer as coisas?
• Como é sua rotina de compras?
• Limpeza geral – quando, como e com quem fazer?
• O que na verdade gosta e não gosta de fazer em sua casa ou apartamento.
Dessa maneira, temos uma gigantesca possibilidade de variações, mas o que tende a predominar é:
• Não ter empregada doméstica, pois quando se precisa fazer, chama-se alguém de algum órgão;
• Na maioria das vezes, compra-se menos comida, pois se come mais fora e se estraga menos;
• Tudo é muito prático, pois quem trabalha a semana toda não deseja ficar presa na cozinha, na casa e nem no tanque de lavar roupas.
Sendo assim, é importante ter:
• máquina de lavar;
• geladeira pequena;
• poucos utensílios;
• uma excelente TV;
• moradia com menos coisas, pois se tende a buscar investimento maior em lazer;
• comida pronta;
• descartáveis, pois ninguém merece lavar louça após passar a semana toda trabalhando.
Devemos aqui ressaltar algumas variações e exageros no consumo que podem se tornar prejudiciais, pois quem mora só, por ansiedade e solidão, pode exagerar na comida, no consumo inadequado de alimentos que podem levar ao desequilíbrio do organismo, exagero no uso de medicamentos, cigarros e bebidas. Atualmente, a tendência em morar só e não ter filhos vem aumentando cada vez mais no mundo. Tanto por parte das mulheres, como dos homens, uma série de fatores tem gerado essa escolha, mas que também pede equilíbrio em um vida onde as decisões cabem apenas a si, e a qualidade de vida deve ser sempre preservada.
Você, que mora só, já parou para pensar em sua forma de consumir e economizar mais, obtendo mais qualidade de vida e se dando mais oportunidades de investir em sua saúde e lazer?
ENTENDENDO A LEI DE ENGEL
Nossos comportamentos de consumo também são explicados através de várias teorias econômicas. Uma delas é a Lei de Engel, a qual, enquanto variável mercadológica, sabe xplicar como a demanda no mercado também sofre influência do cenário económico, por exemplo:
1º Lei de Engel – a medida em que a renda familiar aumenta, as despesas com alimentação diminuem percentualmente.
2º Lei de Engel – a percentagem gasta com habitação permanece sempre constante em relação à renda.
3º Lei de Engel – as percentagens gastas em outros produtos e investimentos tendem a aumentar com o acréscimo da renda familiar.
Lei do Poder de compra – o aumento da renda aumenta o consumo médio, mas não na proporção direta do aumento da renda.
Leis da Renda familiar – o aumento da renda familiar provoca interesse por outros produtos de caráter supérfluo; já o aumento da família sem acréscimo de renda restringe o consumo aos produtos essenciais.
Lei da Utilidade Marginal – quanto maior a quantidade de um produto ou dinheiro que uma pessoa possuir, menores as utilidades dos produtos ou dinheiro, e menores as motivações para obter mais.
Lei da Oferta/Procura – quanto maior a oferta em relação à procura, mais barato um produto se torna. Quanto menor a oferta em relação à procura, mais caro um produto se torna.
Assim, podemos observar como os nossos comportamentos se realizam diante de ter nas mãos – ou até na possibilidade de ter um pouco mais – dinheiro com relação ao consumo. Precisamos, na verdade, policiar-nos, controlar-nos e saber que o aumento da renda e do consumo, em muitos casos, não refletem no aumento da satisfação contínua, e que os diversos gastos momentâneos com supérfluos podem gerar problemas duradouros diversos, desde os emocionais até os financeiros.
Sempre diante do que fazer com seu dinheiro, a palvra chave e solução para tudo é: PLANEJAMENTO.
Os desejos e as insatisfações nos fazem gastar mais e mais, pois o ser humano sempre quer mais – os estímulos que estão nos dizendo o tempo todo: “compre”, “leve”, “aprecie”, “sua satisfação está aqui”. Cuidado, nem sempre é assim que as coisas funcionam.
Revisão e edição: Renata Appel
Psicóloga, Pós-Graduada em Psicoterapia Transpessoal Budista Tibetana, com Formação na Índia; Dinâmica de Grupo na Empresa; Administração de RH com Formação em Empreendedorismo em Lisboa, Portugal. Curso de Psicologia Reconhecido e Habilitado em Portugal pela Universidade Aberta; Professora Universitária há mais de 17 anos; consultora empresarial nas áreas de Comportamento Humano, Marketing de Relacionamento, Comportamento do Consumidor e Qualidade de Vida nas Organizações; escritora, entrou em 2006 para o Rank Nacional de Recordes por ser a autora que mais lançou livros em uma única noite de autógrafos (8): "Quer ser empreendedor: siga estas dicas..."; "Socorro: estão levando meu R$"; "Ame-se mais"; "Aprendi que na vida..."; "Recordações"; "Reflexões que fortalecem"; "O que nós mulheres esperamos de vocês homens" e "A miopia do amor"); colunista no site www.necessaire.com.br (coluna: CONSUMO & R$); personal trainer em processos de como perder o medo de falar em público e palestrante Nacional.
e-mail do autor:
anarique@anarique.net
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