O que influencia o consumidor
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Uma série de fatores nos influenciam mais ou menos diante de tudo que nos é apresentado. Essas influências nos fazem perceber ou não necessidades ou desejos que possuímos e, a partir daí, busquemos formas de realizá-los, satisfazê-los.
Não interessando a nossa idade, nível econômico ou cultura, sofremos uma série de interferências de fatores como: nossa personalidade; percepção que temos da coisas; nossas atitudes; aprendizado, ou seja, do que sabemos, aprendemos e de como utilizamos as informações que nos chegam; dos Grupos Referências, pessoas que podem ser da nossa família, amigos, parentes, vizinhos, pessoas de trabalho, artistas, grupos que participamos específicos e que de alguma forma nos levam a ser iguais ou que fazem nos comportar de forma a sermos aceitos por eles; dos líderes de opinião que, distantes ou não de nossa realidade de vida, nos influenciam e nos levam a consumir itens diversos que estão dentro do que chamamos de moda ou de tendência de consumo; das classes sociais que participamos, onde existe até certo ponto, e isso varia de pessoa para pessoa, uma certa pressão no parecer com, ser igual a, se vestir como etc, condições que dentro daquele grupo são exigidas aos participantes de estarem em termos de igualdade para dele poder participar.
O nosso estilo de vida também é um grande direcionador do nosso consumo, pois na medida em que passamos a fazer parte de novos contextos sócio-político-econômico-profissionais, nos é exigida uma série de adequações e comportamento condizentes com esta ou aquela realidade; a cultura em que vivemos, onde aí possuímos uma variação imensa de cultura para cultura e, que em muitos casos devem ser respeitadas, pois não passam apenas de estímulos, mas são verdadeiras exigências, dentro daquela realidade. Os mais variados processos de informações que nos levam a ter interesse, desejo, curiosidade ou até fixação por esse ou aquele item e que nos faz buscá-los e tê-los, a “qualquer preço”, e as propagandas, com seus estímulos variados, que vão desde frases de impacto, cores que possuem suas funções específicas, pessoas que estão em alta etc a estímulos que são utilizados nas diversas mídias para nos atrair, envolver e chamar a atenção.
Cabe a nós, consumidores, analisarmos se estamos levando algo por uma real condição de interesse ou por estarmos sendo levadas por estas influências em percentual maior.
Alerta: cuide de seu dinheiro e terá mais tranqüilidade na vida.
Assim, verifique com base nas reflexões anteriores, se você é um comprador compulsivo:
Teste 1 - pense na última compra que fez e responda:
Quanto ao planejamento: Sim (1) ou Não (0)
1. Avaliou a real necessidade?
2. Avaliou suas possibilidades financeiras?
3. Fez pesquisa de preço e condições de pagamento?
4. Pediu a opinião de outras pessoas?
5. Negociou ou pechinchou?
6. Deu um tempo a si mesmo para pensar?
7. Comprou apenas o que estava programado?
RESULTADOS:
De 0 a 3 – precisa planejar melhor suas compras.
Mais de 3 – tem habilidade para fazer boas compras.
Teste 2 - Quanto ao seu autocontrole – Marque do 8 ao 11:
0 = com certeza; 1 = talvez sim; 2 = talvez não; 3 = com certeza não
8. Comprei rápido sem pensar duas vezes.
9. Uma das razões para ter comprado foi ter me sentido pressionado pelo vendedor ou pela situação.
10. Fiz esta compra quando estava me sentindo triste, inseguro ou sozinho e senti que precisa me distrair.
11. Depois que saí da loja, pensei que não deveria ter comprado.
Do 12 ao 15:
3 = com certeza; 2 = talvez sim; 1 = talvez não; 0 = com certeza não
12. Avaliei os produtos disponíveis e escolhi aquele que me servia melhor.
13. Comprei exatamente o que estava precisando, sem exageros.
14. Eu realmente precisava das coisas que comprei e sei que elas serão muito úteis.
15. Sei que o uso dessa compra me trará satisfação por bastante tempo.
RESULTADOS:
Até 8 pontos – pouco ou nenhum controle (compra compulsiva).
De 09 a 16 – controle parcial (poder ter sido uma compra compulsiva).
De 17 a 24 – controle satisfatório (você se controlou a maior parte do tempo).
Analise suas respostas e verifique no que precisa rever e mudar sua forma de consumir.
Assim, quem somos nós, consumidores? Quem é o consumidor? Na verdade, somos o destinatário dos produtos, pois tudo que é produzido, criado, inventado, elaborado, é para nós, muito embora não possamos e nunca iremos ter tudo que o mundo produz e cria, por alguns motivos:
• Não temos dinheiro para ter tudo;
• Nem tudo nos interessa;
• Tudo não cabe em nossa casa;
• Não saberemos utilizar tudo;
• Nem tudo tem sua utilidade para nós;
• E tem muita coisa que não gostamos.
Mas, mesmo assim, enquanto destinatário dos produtos, também temos o poder, graças a Deus, de escolher, selecionar e, principalmente, dizer não para muita coisa coisa que nos chega e é de alguma forma apresentada. Espero que cada pessoa utilize seus critérios de escolha da melhor forma, buscando maior satisfação e economia, menos estresse diante do que compra, tem, e retorno diante do que possui.
Ainda nós, consumidores, somos vistos e percebidos em muitos casos como:
• Mal informados ou sem informações;
• Personalidade difícil e exigente;
• Sua majestade, o cliente;
• Alienados;
• Perdidos;
• Sem saber o que levar, comprar ou ter
• Leigos;
• Que não sabe que tem direitos e deveres
Só que isso está mudando, e muito. Devemos estar cientes que, diante disso tudo, temos o maior poder que pode haver dentro de um sistema econômico de consumo, que é o poder de compra, poder de decisão, poder de levar ou não, poder de dizer sim ou não e o poder de manter ou tirar qualquer produto/serviço, marca ou empresa do mercado, pois diante de um alto grau de insatisfação com um produto/serviço/marca isso pode ocorrer.
Revisão e edição: Renata Appel
Psicóloga, Pós-Graduada em Psicoterapia Transpessoal Budista Tibetana, com Formação na Índia; Dinâmica de Grupo na Empresa; Administração de RH com Formação em Empreendedorismo em Lisboa, Portugal. Curso de Psicologia Reconhecido e Habilitado em Portugal pela Universidade Aberta; Professora Universitária há mais de 17 anos; consultora empresarial nas áreas de Comportamento Humano, Marketing de Relacionamento, Comportamento do Consumidor e Qualidade de Vida nas Organizações; escritora, entrou em 2006 para o Rank Nacional de Recordes por ser a autora que mais lançou livros em uma única noite de autógrafos (8): "Quer ser empreendedor: siga estas dicas..."; "Socorro: estão levando meu R$"; "Ame-se mais"; "Aprendi que na vida..."; "Recordações"; "Reflexões que fortalecem"; "O que nós mulheres esperamos de vocês homens" e "A miopia do amor"); colunista no site www.necessaire.com.br (coluna: CONSUMO & R$); personal trainer em processos de como perder o medo de falar em público e palestrante Nacional.
e-mail do autor:
anarique@anarique.net
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