Banco: um verdadeiro estresse
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Hoje não sabemos para que lado correr, pois se você é pessoa jurídica tem de ter conta em um banco para os depósitos on line e, se é pessoa física, quer ter para ter crédito na praça, onde guardar seu dinheiro. Mas quando é que um banco é bom para você? Quando você tem dinheiro nele. Muito do que é divulgado está extremamente longe, radicalmente distante, enormemente fora do que na verdade é praticado quando você liga para ele ou vai até ele para resolver algo.
Situações que você passa quando vai até o banco:
• para falar com o gerente é uma dificuldade, nunca tem tempo;
• chegar no caixa e é uma verdadeira luta em um fila imensa, onde nenhum dos bancos obedecem a lei dos 15 minutos, se é que esta lei existe mesmo, pois nunca ouvi dizer que alguém ganhou algo com ela. E você fica por horas e horas em uma fila, uma verdadeira falta de respeito;
• pega uma ficha onde o seu número é o 139 e ainda está no 62;
• ainda tem quem coloque cadeiras para você sentar-se e esperar por horas, mas sentado, para quem sabe nem sentir a demora ou talvez ter até vergonha de reclamar, pois além de sentado ainda vai reclamar do quê? É brincadeira.
Quando você tem dinheiro, você recebe do banco mil propostas de aplicações, financiamentos, formas e fórmulas para você usar seu dinheiro em favor de quem? Rapidamente eles sabem vir atrás de você, oferecendo tudo, para depois vocês ter uma série de dores de cabeça.
Quando você liga para o banco, o que você tem de agüentar?
• uma música, dizendo: você é muito importante, não desligue;
• ou então, digite, para facilitar, sua conta e senha, caso contrário, aguarde;
• “bom dia, aqui quem fala é a assistente da gerente, no que posso ajudá-lo?” e por vezes ela diz “esse assunto é só com o gerente e ele está com o ramal ocupado, ligue depois”;
• ainda ouve: esse sistema é um sucesso tão grande que estamos com todos os ramais ocupados, ligue mais tarde e você liga mais de 20 vezes mais tarde e ouve por mais de 20 vezes essa mensagem;
• tem também a seguinte forma de atendimento telefônico: tecle 1 para ...; tecle 2 para ...; tecle 3 para ...; tecle 4 para ...; tecle 5 para ...; tecle 6 para ...; tecle 7 para ... ; tecle 8 para ...; tecle 9 para falar com um dos atendentes ou 0 para voltar ao menu inicial.
E você paga planos bancários para ter direito a quê?
A ficar esperando?
Para ficar na fila?
Para ver seu dinheiro indo pelo ralo das taxas e juros que você nem sabe como eles calculam?
Se alguém souber de algum caso positivo, por favor, mande-me as informações sobre ele. Ficarei extremamente agradecida.
Quanto à Lei, se também alguém conhecê-la, favor informar se é uma Lei Federal, Estadual, Municipal ou outro formato, pois também ouço falar, mas se existe, não vejo funcionar. Está funcionando ou foi engavetada, como tantas outras coisas.
E nas diversas propagandas, o que eles dizem:
• Aqui nem parece banco. Realmente, não parece, parece mesmo uma feira.
• Onde você é único. Um dos muitos únicos a fazerem papel de besta.
• Onde você se sente em casa. Só se for na casa de uma pessoa muito mal educada, que lhe deixa horas e horas esperando para falar com você e, ainda por cima, em pé.
• Aqui você tem dinheiro rápido e fácil. E muita dor de cabeça também.
Cabe a cada um de nós sermos cada vez mais exigentes e acompanharmos minuciosamente nosso extrato bancário. Lembre-se que muitos bancos cobram pelo envio do extrato bancário.
Sugestão: vá até o seu banco, peça uma cópia do seu contrato e LEIA, LEIA CALMAMENTE, de preferência, vá sem pressa e leve uma LUPA para enxergar tudo, nos seus mínimos detalhes, tire todas as suas dúvidas e peça para saber tudo que lá existe e que você paga e o pelo que você não paga e no que você pode ser dispensado, pois caso contrário poderá estar perdendo todos os meses um pouco do que batalhou o mês todo para ganhar.
Vamos fazer valer os nossos direitos. Só faremos isso se tivermos todas as informações necessárias e devidamente esclarecidas.
No mercado, não há a necessidade de “PARA VOCÊ GANHAR, EU TENHO QUE PERDER”. Taxas devem ser cobradas, pois eles possuem serviços, mas taxas justas, pois tudo tem seu limite, e é nosso papel impôr limites.
Revisão e edição: Renata Appel
Psicóloga, Pós-Graduada em Psicoterapia Transpessoal Budista Tibetana, com Formação na Índia; Dinâmica de Grupo na Empresa; Administração de RH com Formação em Empreendedorismo em Lisboa, Portugal. Curso de Psicologia Reconhecido e Habilitado em Portugal pela Universidade Aberta; Professora Universitária há mais de 17 anos; consultora empresarial nas áreas de Comportamento Humano, Marketing de Relacionamento, Comportamento do Consumidor e Qualidade de Vida nas Organizações; escritora, entrou em 2006 para o Rank Nacional de Recordes por ser a autora que mais lançou livros em uma única noite de autógrafos (8): "Quer ser empreendedor: siga estas dicas..."; "Socorro: estão levando meu R$"; "Ame-se mais"; "Aprendi que na vida..."; "Recordações"; "Reflexões que fortalecem"; "O que nós mulheres esperamos de vocês homens" e "A miopia do amor"); colunista no site www.necessaire.com.br (coluna: CONSUMO & R$); personal trainer em processos de como perder o medo de falar em público e palestrante Nacional.
e-mail do autor:
anarique@anarique.net
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