Comentários em Real Player.
acesse
 
Confira aqui os dias e horários do Consumidor-RS.
 
 
Deixe aqui sua reclamação ou dúvida quanto a seus direitos como consumidor. Nossa assessoria jurídica responderá o mais breve possível.
 
   
Este espaço é seu: deixe suas sugestões, opiniões e recados!  
  Receba por e-mail as principais notícias e novidades da semana!  
assine
  Pesquise no nosso banco de notícias
 
  pesquise  


Comentarista: José Arthur Assunção
Parcimônia faz mal?

Ao reparar que tantos analistas econômicos reclamam do termo parcimônia, que sempre é utilizado nas atas do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), fui ao dicionário para me certificar do que se trata exatamente a palavra. Pois bem, parcimônia nada mais é do que sobriedade ou moderação. Ok! Dirimida a dúvida, pus-me a analisar, com cuidado, a ata da última reunião do Copom e enxerguei um tom bastante otimista com análises equilibradas sobre o cenário atual da economia brasileira. E, mesmo quando se toca na palavra parcimônia, o tom é ameno, ressaltando apenas uma preocupação com a inflação, que apesar de vencida para mim, nunca deve ser desprezada pela autoridade monetária, que tem o único e importante papel de defender a moeda custe o que custar.

O BC deixou claro que a qualquer sinal de repique da inflação por conta de fatores externos ou mesmo pelo aquecimento interno da economia, o Copom não abrirá mão de adequar a política monetária a essa nova realidade. E essa parcimônia do Copom é totalmente justificável pela expectativa de inflação para 2007, que apesar de, nas projeções do mercado, seguir dentro da meta, poderá sofrer influência de um ritmo maior do crescimento econômico interno, já que os efeitos da política monetária são sentidos alguns meses depois somente.

O BC vem, aos poucos, desarmando toda a memória inflacionária e pondo fim à famigerada indexação da economia sem congelamentos ou qualquer outra medida heterodoxa como no passado. Então, temos que continuar acreditando nessa política econômica, que não é desse governo nem do próprio BC. É do Brasil. A ata é clara quando diz que o Colegiado preferiu um corte de 0,5% a um de 0,25, porque julgou que uma queda de maior magnitude seria perfeitamente plausível com a meta de inflação para este ano, que já estaria assegurada. Diante do corte de 0,5%, acima das projeções do mercado, a expectativa da taxa Selic para o final do ano teve que ser revista. Aposto num cenário em que o BC faça um novo corte de 0,5 na próxima reunião e outro de 0,25 em novembro. A taxa básica fecharia o ano então a 13,5%.

É interessante verificarmos que, com toda a crise externa nos últimos meses e com a alta excessiva do petróleo no mercado internacional, o Brasil obteve elevação na classificação de risco segundo avaliação de 3 grandes agências internacionais e que o risco-Brasil se consolidou numa faixa próxima aos 200 pontos, menor patamar de toda nossa história. E considerando que entramos definitivamente num círculo virtuoso, vejo, num futuro bem próximo, taxa de juros real por volta dos 5%.

Fica, no ar, então a pergunta: parcimônia faz mal?

Revisão e edição: Renata Appel


Presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, Vice-Presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e Diretor da ASB Financeira  
e-mail do autor: jala@asb.com.br
 
 

Nossos comentaristas:
1. Adeli Sell
2. Aldemir Spohr
3. Alexandra Periscinoto
4. Alexandre Appel
5. Alexandre Diamante
6. Alvaro Trevisioli
7. Ana Cláudia Guimarães e Souza de Miguel
8. Ana Paula Simone de Oliveira Souza
9. Ana Rique
10. Andrea Cristina Sakata
11. Andrea Mente
12. Antonio Luís Guimarães de Álvares Otero
13. Augusto Paes Barreto
14. Benny Spiewak
15. Carlos Alberto Pescada
16. Carlos Eduardo Dantas
17. Carolina Memran Schreier
18. Chan Wook Min
19. Cláudia Domingues
20. Claudia Yamana
21. Cláudio Boriola
22. Conceição Clemente
23. Dalmir Sant Anna
24. Daniel Maranhão
25. Daniella Augusto Montagnolli Thomaz
26. Diego Lopes
27. Domingos Sávio Zainaghi
28. Eduardo de Oliveira Gouvêa
29. Emerson Kapaz
30. Eric Jean Peleias
31. Eric Slywitch
32. Eunice Casagrande
33. Fabiano Carvalho
34. Fábio Alexandre Lunardini
35. Fábio Lopes
36. Fernando Quércia
37. Gabriel Aidar Abouchar
38. Gilson Rasador
39. Giselle Ferreira de Araújo
40. Gislaine Barbosa de Toledo
41. Greyce Lousana
42. Grijalbo Fernandes Coutinho
43. Guilherme Iglesias
44. Hugo Cavalcanti Melo Filho
45. Istvan Kasznar
46. Joandre Antonio Ferraz
47. João Felipe Consentino
48. Jordão de Gouveia
49. José Arthur Assunção
50. José Eduardo Ribeiro Lima
51. Juliana Girardelli Vilela
52. Leôncio de Arruda
53. Lúcia Farias
54. Luciane Varela
55. Luciano Athayde
56. Luiz Fernando Lucas
57. Luiz Fernando Mussolini Junior
58. Luiz Renato Roble
59. Luiz Riccetto Neto
60. Marcelo Amorim
61. Márcia Trevisioli
62. Marco Antonio Sabino
63. Marcos Antonio Ribeiro
64. Maria Elisabeth de Menezes Corigliano
65. Maria Inês Arruda de Três Rios
66. Maria Lucia Benhame
67. Marilice Costi
68. Mario Ernesto Humberg
69. Mônica Cilene Anastácio
70. Mônica Miranda Franco Vilela
71. Natali Araujo dos Santos Marques
72. Newton Eduardo Busso
73. Paulo Antenor de Oliveira
74. Pedro Lessi
75. Pérsio Ferreira Rosa
76. Rafael Augusto Paes de Almeida
77. Rafael Motta e Correa
78. Rafaela Domingos Lirôa
79. Reginaldo Minaré
80. Régis Fernandes de Oliveira
81. Renata Appel
82. Roberto Monteiro
83. Rodnei Iazzetta
84. Rodrigo Barioni
85. Rodrigo Jacobina
86. Rodrigo Maitto da Silveira
87. Rosana Marques Neto
88. Rosely Lemos
89. Rubens Naves
90. Tom Coelho
91. Valdomiro Soares
92. Victor Polizzelli
93. Werner Kugelmeier
94. Ziara Abud

::Dicas para o consumidor::
© 2001 Consumidor RS...
Página Inicial Entrevistas Notícias Comentaristas Boletim Fórum Estadual de Defesa do Consumidor Variedades Consumidor RS recomenda
Parceiros Consumidor-RS
 > Quem somos
 > O que fazemos
 > Nosso compromisso
 Principais links de  interesse dos  consumidores
 Fale conosco. A sua  opinião é muito  importante para nós.
Como será seu comportamento de consumo neste final de ano em pleno momento de crise econômica mundial?
Vou seguir fazendo compras da maneira que sempre fiz todos os anos!
Terei mais cautela na hora de comprar, com preços e formas de pagamento.
Vou comprar e gastar o mínimo possível!
Estou alheio(a) a este tema./O assunto não me preocupa.