Teste aponta o vinho certo para as festas de fim de ano
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A Associação de Consumidores ─ PRO TESTE analisou 24 vinhos brancos finos secos de até R$ 36 produzidos pelo Cone Sul para identificar os melhores. Só que os brasileiros não estão entre os melhores. Ao todo, foram testados 8 brasileiros, 8 argentinos e outros 8 chilenos, facilmente encontrados em supermercados, com objetivo de apontar as melhores opções para acompanhar as festas de fim de ano.
A avaliação comprovou que não há motivo para alimentar o preconceito que muitos têm de que vinho para ser bom precisa ser caro. Entretanto, entre os 10 melhores, nenhum é brasileiro. Os vinhos testados foram muito bem nas análises laboratoriais, exceto o Casillero del Diablo, que apresentou mais açúcar do que deveria.
A medição da quantidade de açúcar presente nas bebidas foi realizada para ter certeza de que todos os vinhos eram mesmo secos, ou seja, se traziam menos do que 5g de açúcar por litro. O Casillero del Diablo apresentou 6,3g/l de açúcar. Deveria, portanto, estar classificado como meio-seco ou demi-sec.
Na degustação, os especialistas foram mais rigorosos do que os consumidores leigos em suas apreciações. Mesmo assim, 10 vinhos foram considerados no mínimo bons pelos sommeliers. O melhor no teste foi o chileno Santa Alicia (R$ 13,90 a R$ 19,19 a garrafa), enquanto a escolha certa foi considerado o argentino Angaro (R$ 12,60 a R$ 18,89).
O teste avaliou os rótulos dos produtos, os teores alcoólico e de acidez, a quantidade de conservantes e a fermentação malo láctica. Foram feitas também duas degustações: uma por um painel de consumidores leigos e outra por sommeliers.
A PRO TESTE entende que as garrafas de vinho precisam trazer obrigatoriamente mais informações sobre o produto, sua fabricação e conservação para auxiliar os consumidores a resolver seus problemas de consumo. Por isso, reivindica ao Ministério da Agricultura uma revisão da legislação, para que os rótulos passem a indicar, simultaneamente, o número e o nome dos aditivos presentes nos vinhos, assim como número de serviço de atendimento ao consumidor, modo de conservação e data de engarrafamento.
Foram avaliados: Alfredo Roca, Angaro, Aurora, Casa Perini, Casillero del Diablo, Clos des Nobles, Don Luis,Graffigna,Duetto, Finca Flichman, Forestier, Fortaleza do Seival, Gato Negro, Graffigna,Latitud 33º, Leon de Tarapacá, Lovara, Norton , SaltonVolpi, Santa Alicia, Santa Carolina, Santa Helena, Santa Julia, Sunrise e Viñas de Barrancas.
No teste completo, publicado na revista PRO TESTE de dezembro, que é distribuída exclusivamente aos 200 mil associados da entidade, além dos resultados da análise dos vinhos brancos, há dicas de onde comprar os vinhos testados pelo melhor preço, que tipo de vinho combina com cada prato, a que temperatura servi-los e até como reproduzir o ambiente de uma adega em casa.
Pesquisa de preços para os vinhos brancos visitou 246 estabelecimentos, entre adegas e importadoras, super e hipermercados. Entre os 726 valores levantados, os produtos brasileiros foram, em geral, os mais baratos, enquanto os chilenos foram os mais caros. A diferença entre o menor e o maior preço para um mesmo vinho chegou a 67% para o Aurora e para o Gato Negro, e 62% para o Santa Carolina.
Revisão e edição: Emily Canto Nunes
Advogado, mestre e doutorando em Direito pela PUC-SP, professor dos cursos de pós-graduação lato sensu da PUC-SP, da Unimep e da Escola Superior de Advocacia e Presidente da Comissão de Defesa da Advocacia – Núcleo Civil da OAB/SP.
e-mail do autor:
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