Unimed Porto Alegre alerta: primavera exige atenção redobrada de quem sofre com alergias
Mudança de estação pode intensificar sintomas de rinite, asma e conjuntivite; alergista da Unimed Porto Alegre orienta sobre prevenção e cuidados no dia a dia
A chegada da primavera, em 22 de setembro, costuma representar temperaturas mais agradáveis e mais tempo ao ar livre. Para quem convive com alergias respiratórias, porém, a estação também pode trazer um aumento dos sintomas. A maior presença de pólen no ambiente, associada a mudanças de temperatura, umidade, poeira, ácaros, mofo e poluição, pode favorecer crises de rinite, asma e conjuntivite alérgica.
No Brasil, a rinite alérgica pode atingir entre 30% e 40% da população, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Na Região Sul, a alergia ao pólen ganha relevância durante a primavera, com destaque para o azevém (Lolium), uma das plantas associadas às manifestações alérgicas nessa época do ano.
Na avaliação da Dra. Luciane Failace, médica alergista e imunologista da Unimed Porto Alegre, a estação não provoca a alergia, mas pode aumentar a exposição aos fatores que desencadeiam os sintomas. "A primavera não causa alergia, mas pode aumentar a exposição a determinados gatilhos, principalmente o pólen, fazendo com que pessoas sensibilizadas apresentem mais sintomas. Quem percebe que todos os anos apresenta espirros, coriza, congestão nasal ou coceira nos olhos nessa época deve observar esse padrão e procurar avaliação médica. O objetivo não é apenas aliviar os sintomas, mas identificar os gatilhos e estabelecer uma estratégia de controle."
Entre as manifestações mais comuns estão espirros repetidos, coriza, nariz entupido, coceira no nariz e nos olhos e lacrimejamento. Em pessoas com asma, também podem aparecer tosse, chiado e dificuldade para respirar. A identificação dos gatilhos é importante porque nem todas as pessoas alérgicas reagem às mesmas substâncias.
Cuidado começa antes da crise
Para quem já conhece seus gatilhos, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir a exposição aos fatores desencadeantes. Manter os ambientes ventilados, realizar a limpeza da casa preferencialmente com pano úmido e evitar o acúmulo de poeira são algumas das medidas recomendadas. Tapetes, carpetes, cortinas pesadas, almofadas e bichos de pelúcia podem acumular ácaros e poeira e devem receber atenção especial.
A roupa de cama também merece cuidado, com lavagem regular de lençóis e fronhas. Roupas que permaneceram guardadas durante o inverno devem ser higienizadas antes de voltar ao uso. "É importante observar quando e em quais ambientes os sintomas aparecem. Algumas pessoas pioram em contato com pólen, enquanto outras têm maior sensibilidade a ácaros, mofo, poeira, fumaça ou perfumes. Reconhecer esse padrão ajuda tanto na prevenção quanto na investigação médica", explica Luciane.
Outro ponto de atenção é a automedicação. Embora alguns medicamentos possam aliviar sintomas, o tratamento deve considerar a causa e as características de cada paciente. Quadros recorrentes ou sintomas que interferem no sono, nas atividades cotidianas ou na respiração devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Primavera também é convite ao bem-estar
Além dos cuidados específicos para as alergias, a mudança de estação pode ser aproveitada para retomar atividades ao ar livre, desde que a exposição aos fatores desencadeantes seja considerada. Manter uma rotina de atividade física, alimentação equilibrada, hidratação adequada e sono regular contribui para o bem-estar geral.
"A ideia não é deixar de aproveitar a primavera por causa da alergia. Com diagnóstico adequado e alguns cuidados, é possível controlar os sintomas e manter a qualidade de vida. O mais importante é não naturalizar um desconforto que se repete todos os anos. Alergia tem tratamento e acompanhamento", finaliza a médica.
Sobre a Unimed Porto Alegre
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