Consumidor RS
Siga:
AGORA
Embraer e grandes montadoras de automóveis vão abrir oportunidades para novos fornecedores durante a Mercopar 2026 Abertas as inscrições para as atividades 2027 do Instituto Leo Perussolo AMRIGS acompanha debates sobre inovação e futuro da Medicina no Health Meeting Brasil 2026 Sesc e Santa Casa promovem curso de preparação para voluntariado em Porto Alegre Fundatec oferece cursos de aperfeiçoamento na área da saúde em outubro Universidade Feevale conquista Prêmio IEL 2026 na categoria Educação Inovadora Estácio anuncia mais uma edição da maior feira virtual de empregos e estágios do Brasil Encontro Empreendedor reúne empresários e especialistas na Serra Gaúcha para discutir o futuro dos pequenos negócios
Notícias

Falsos corretores podem responder com prisão de até três anos; delegado defende pena mais dura

Com golpes financeiros atingindo milhões de brasileiros, projeto em tramitação na Câmara quer transformar em crime o exercício ilegal de profissões regulamentadas, incluindo a atuação sem registro no

24/06/2026 Redação Fonte: Rotas Comunicação
Falsos corretores podem responder com prisão de até três anos; delegado defende pena mais dura
Foto: Divulgação

Em um país onde 56 milhões de brasileiros foram vítimas de algum tipo de golpe financeiro virtual com prejuízo nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto Datafolha, o mercado imobiliário também acendeu um alerta. Falsos corretores, anúncios fraudulentos e negociações sem fiscalização têm ampliado o risco para compradores, vendedores e locatários. Hoje, atuar ilegalmente como corretor de imóveis é contravenção penal, com pena de prisão simples de 15 dias a três meses ou multa. Mas esse cenário pode mudar: o Projeto de Lei 3614/2015, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe criminalizar o exercício ilegal de profissões regulamentadas, com pena de reclusão de seis meses a três anos, além de multa quando houver finalidade de lucro.

Para o delegado de polícia Ulisses Gabriel, ex-delegado geral da Polícia Civil de SC, a punição atual é insuficiente diante do impacto que uma fraude imobiliária pode causar. “Quando uma pessoa exerce ilegalmente uma atividade sem fiscalização, sem formação e sem compromisso ético, ela coloca o consumidor em risco. No caso do corretor de imóveis, isso é ainda mais sensível porque estamos falando de negociações que podem envolver um, dois, três milhões de reais ou até mais”, afirma. Segundo ele, o corretor registrado está submetido ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, tem formação, fiscalização e pode ser punido administrativamente, enquanto quem atua fora desse sistema não oferece as mesmas garantias.

O risco aumenta com a digitalização das negociações. De acordo com o delegado Ulisses, criminosos têm usado imagens e informações reais de imóveis para criar anúncios falsos, receber sinais, reservas ou pagamentos antecipados e desaparecer antes da entrega do imóvel ou da hospedagem. Em cidades turísticas e mercados valorizados, como Balneário Camboriú, Itapema e outras regiões do litoral catarinense, o potencial de prejuízo é ainda maior. “Não existe ‘negócio da China’. Quando um imóvel vale R$ 1 milhão e aparece anunciado por R$ 600 mil, é preciso desconfiar. Pode ser golpe, lavagem de dinheiro ou uma negociação sem lastro real. O consumidor precisa verificar quem está intermediando, se há registro profissional e se a empresa existe de fato”, orienta.

Para Diogo Martins, CEO do Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP), referência nacional na formação de corretores de imóveis, a criminalização da atuação irregular precisa caminhar junto com a valorização da formação técnica. “Comprar ou vender um imóvel é uma das decisões financeiras mais importantes da vida de uma pessoa. Por isso, o corretor precisa estar preparado para orientar o cliente sobre documentação, legislação, financiamento, avaliação de mercado e riscos da negociação. A profissionalização é uma camada essencial de proteção para o consumidor e para o corretor de imóveis”, afirma.

Dicas para se proteger de golpes

Para evitar golpes, o delegado recomenda que compradores, vendedores e locatários verifiquem o registro do profissional no CRECI antes de qualquer pagamento ou assinatura de contrato, desconfiem de preços muito abaixo do mercado, pesquisem a reputação da empresa e evitem transferências antecipadas sem segurança documental. Em caso de suspeita ou prejuízo, a orientação é registrar boletim de ocorrência e procurar o CRECI para verificar se há profissional registrado envolvido. 

Compartilhar: Facebook WhatsApp
Mais Notícias Ver todas »
TV Consumidor Ver todos »
Programa Consumido RS de 28/07/2026 na RSPLAY Canal 524 da Claro TV 30/07/2026
Programa Consumidor RS de 21/07/2026 na RSPLAY Canal 524 da Claro TV 26/07/2026
Programa Consumidor RS de 14/07/2026 na RSPLAY Canal 524 da Claro TV 16/07/2026
Programa Consumidor RS de 07/07/2026 na RSPLAY Canal 524 da Claro TV 06/07/2026
Parceiros
Seções
TV Consumidor RS Play TOP Consumidor Notícias Recomendamos