Copom reduz a taxa Selic para 14,50% a.a.
Comentário do presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn
“Recentemente, tanto a inflação quanto as expectativas de inflação aumentaram de maneira significativa. Além disso, a guerra no Oriente Médio ainda imprime muita incerteza à dinâmica de preços relevantes na economia como petróleo, fertilizantes e metais.
Os dados sobre atividade, por sua vez, são dúbios, indicando desaceleração, mas não com a clareza suficiente para garantir que haverá uma despressurização da inflação. Nesse cenário, já era esperado um ciclo de redução da Selic mais raso, mais curto e muito mais frágil.
O problema é que conviver com taxas de juros historicamente elevadas por tanto tempo passa a ter impactos extremamente danosos para a economia que passa ser asfixiada pelo alto custo do crédito.
Cada vez fica mais urgente uma agenda endereçada ao ajuste das contas públicas a fim de propiciar uma redução estrutural dos juros. A política fiscal precisa, com urgência, fazer a sua parte.”