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Rio Grande do Sul passa a disponibilizar novo tratamento para doença respiratória no SUS

Inclusão deve beneficiar milhares de pacientes que vivem com a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica grave no estado

17/03/2026 Redação Fonte: Ketchum
Rio Grande do Sul passa a disponibilizar novo tratamento para doença respiratória no SUS

Desde janeiro, o Rio Grande do Sul disponibiliza, gratuitamente, a terapia tripla fixa em spray para pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave e muito grave. O estado é um dos primeiros do Brasil a fornecer o medicamento para a população, após a recente atualização do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) da DPOC – documento que define a conduta de diagnóstico e tratamento da doença na rede pública de saúde. O novo tratamento deve beneficiar cerca de 25% das quase 44 mil pessoas que vivem com a doença no estado, segundo o DATASUS[1]. Atualmente, mais de 14 milhões[2]-[3] de brasileiros têm a doença. 

"As terapias triplas fixas representam um avanço importante no cuidado às pessoas com DPOC. Por reunirem três medicamentos em um único dispositivo inalatório, elas simplificam o tratamento, favorecem a adesão e proporcionam maior controle da doença", afirma o pneumologista Christiano Perin, presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul (SPTRS). Segundo ele, esse maior controle clínico tem reflexo direto na vida dos pacientes e no sistema de saúde: "Quando o paciente usa corretamente o medicamento e mantém a doença estabilizada, reduzimos de forma significativa as exacerbações — e isso significa menos crises, menos idas à emergência e, sobretudo, menos internações. A disponibilização da terapia tripla no SUS é um passo fundamental para diminuir esse impacto e melhorar a qualidade de vida de milhares de gaúchos." 

Condição que dificulta a respiração e limita a qualidade de vida, a DPOC é progressiva, não tem cura e, em alguns casos, a piora aguda dos sintomas pode desencadear crises, levando a hospitalizações e até ao óbito[4]. No Brasil, é a 5ª causa de morte entre todas as idades e a 8ª causa de anos de vida perdidos[5]. Caracterizada por uma inflamação que afeta as vias aéreas, a doença dificulta a respiração e limita muito as atividades rotineiras. Entre os sintomas estão tosse crônica, cansaço, catarro e falta de ar[6]

O impacto não é só no dia a dia do paciente, a DPOC pressiona o sistema de saúde. Hoje, por exemplo, no Brasil, são mais de 200 mil hospitalizações, gerando um custo de aproximadamente R$ 103 milhões por ano[7]. Segundo levantamento feito no Portal Nacional de Contratações Públicas, somente no Rio Grande do Sul, de fevereiro de 2024 a maio de 2025, o custo gerado para o SUS, apenas em relação a compras judiciais da medicação, foi de mais de R$ 2,2 milhões[8]. Além de devolver a qualidade de vida aos pacientes, a incorporação da tecnologia trará impactos econômicos positivos para o estado. Estudos de custo-efetividade mostram que a incorporação da tecnologia no SUS traz impactos econômicos positivos. No documento de recomendação de incorporação do medicamento, a Conitec estima que a terapia tripla fixa em spray, em substituição às combinações atuais, trará uma economia estimada de R$ 293 milhões em cinco anos[9]

Além de possibilitar o acesso a mais opções de tratamento, o novo PCDT de DPOC no SUS também traz atualizações importantes em relação a diagnóstico e tratamento da doença. "Algumas mudanças vão beneficiar não somente os pacientes, mas também os profissionais de saúde. Uma delas é que a realização da espirometria para confirmar o diagnóstico não precisará mais de renovação anual. Além disso, o médico da atenção primária poderá prescrever as terapias triplas, o que vai facilitar a dispensação em locais com carência de pneumologistas", explica o especialista. 

Essa é uma grande conquista para todos que convivem com a DPOC, sejam pacientes, familiares ou profissionais de saúde. "É mais uma etapa importantíssima vencida para que os pacientes vivam melhor e com mais qualidade. Seguiremos firmes na defesa dos direitos dos pacientes e na promoção de práticas que garantam a sustentabilidade e a eficiência do sistema de saúde", finaliza Wender Oliveira, Diretor de Acesso da Chiesi Brasil. 

Sobre o Grupo Chiesi

A Chiesi é um grupo biofarmacêutico internacional que pesquisa, desenvolve e comercializa soluções inovadoras em saúde respiratória, doenças raras e cuidados especializados. A missão da empresa é melhorar a qualidade de vida, agindo com responsabilidade em benefício das pessoas e do planeta. Ao mudar seu status legal para uma Corporação Beneficente na Itália, nos Estados Unidos e na França, o compromisso da Chiesi de gerar e compartilhar valor com a sociedade é juridicamente vinculativo e central para a tomada de decisões na empresa. Desde 2019, a Chiesi é uma Empresa B certificada, o que significa que fazemos parte de uma comunidade global de organizações que atendem a elevados padrões de impacto social e ambiental. A empresa pretende zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2035. Com mais de 85 anos de experiência, a Chiesi está sediada em Parma (Itália), opera em 31 países e conta com mais de sete mil funcionários. O centro de pesquisa e desenvolvimento do Grupo em Parma trabalha ao lado de outras seis unidades na França, Estados Unidos, Canadá, China, Reino Unido e Suécia. Para mais informações, visite www.chiesi.com.

Sobre a Chiesi Brasil

Primeira filial do Grupo fora da Itália, a Chiesi Brasil opera no país desde 1976, onde mantém uma fábrica especializada na produção de medicamentos inalatórios, sólidos e líquidos. A produção abastece o mercado nacional, afiliadas e terceiros. Desde 2011, a Chiesi Brasil é parceira do governo federal, através do Programa Farmácia Popular, beneficiando milhares de brasileiros acometidos de asma. A operação conta com cerca de 400 colaboradores e está entre as 10 maiores do Grupo. Para mais informações, visite www.chiesi.com.br.

[1] DATASUS. [Internet]. [acesso em 11 fev 2026] Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/

[2] Menezes AM, Jardim JR, Pérez-Padilla R, et al. Prevalence of chronic obstructive pulmonary disease and associated factors: the PLATINO Study in Sao Paulo, Brazil. Cad Saude Publica. 2005;21(5):1565-73

[3] IBGE Educa. [Internet]. [acesso em 12 nov 2025] Disponível em: Link

[4] Global Initiative for Chronic Obstructive lung disease global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease (2025 report) [Internet]. [acesso em 12 nov 2025]. Disponível em: www.goldcopd.org

[5] Cruz MM, Pereira M. Epidemiology of Chronic Obstructive Pulmonary Disease in Brazil: a systematic review and meta-analysis. Cien Saude Colet. 2020 Nov;25(11):4547-4557. doi: 10.1590/1413-812320202511.00222019. Epub 2019 Feb 27. PMID: 33175061.

[6] World Health Organization - Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) [Internet]. [acesso em 11 fev 2026]. Disponível em: Link 

[7] Rabahi M. Epidemiologia da DPOC: Enfrentando Desafios. Pulmão RJ [Internet]. 2013;22(2):4–8. Disponível em: Link

[8] Portal Nacional de Contratações Públicas [Internet]. [acesso em 11 fev 2026]. Disponível em: Link

[9] Relatório de Recomendação Tripla combinação fixa em um único dispositivo spray de dipropionato de beclometasona 100 µg fumarato de formoterol di-hidratado 6 µg e brometo de glicopirrônio 12,5 µg no tratamento da DPOC grave. [Internet]. 2024 [acesso em 12 fev 2026].: Link

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