Consumidor RS
Siga:
AGORA
Rede Boulevard comemora Dia das Mães com música, dança e massagem Banrisul adere ao Novo Desenrola Brasil e amplia condições para renegociação de dívidas Matriz cria campanha de Dia das Mães do Grupo Zaffari Banrisul lança promoção que isenta anuidade do cartão de crédito por cinco anos Luiz Carlos Bohn é reeleito presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP CDL POA promove capacitação com Ester Morgan sobre atração e retenção de equipes no varejo GBOEX Qualifica: palestra aborda planejamento financeiro e sucessório Unimed Porto Alegre lança agendamento online de exames de imagem
Notícias

Estudo brasileiro destaca a importância do cuidado e da reabilitação após a ventilação mecânica

Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento aponta condição após extubação que acomete cerca de um terço dos pacientes críticos e reforça a importância da reabilitação

25/02/2026 Redação Fonte: Moinhos Critério
Estudo brasileiro destaca a importância do cuidado e da reabilitação após a ventilação mecânica

Médicos do Hospital Moinhos de Vento assinam um estudo nacional que chama a atenção para uma consequência ainda pouco reconhecida da internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI): a disfagia orofaríngea persistente em pacientes submetidos à ventilação mecânica invasiva. A pesquisa, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), publicada na revista científica internacional Journal of Critical Care, identificou que cerca de 24% dos pacientes apresentaram dificuldade de deglutição três meses após a alta da UTI, com impacto direto na qualidade de vida.

O estudo analisou dados em dez UTIs clínico-cirúrgicas no Brasil e identificou fatores associados ao problema, como maior gravidade clínica na admissão, presença de síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), maior tempo em ventilação mecânica e aspectos sociodemográficos. Os resultados reforçam que a recuperação do paciente crítico vai além da sobrevivência e exige atenção às sequelas funcionais no período pós-alta.

Para o chefe do Serviço de Medicina Interna do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa, os achados trazem um direcionamento importante para a prática assistencial. "Este estudo amplia a compreensão sobre o que acontece com o paciente após a UTI e mostra que a disfagia não é um evento isolado. Ela pode ser antecipada, identificada e manejada de forma mais efetiva quando há integração entre a equipe multiprofissional e o acompanhamento após a alta", afirma.

Segundo o médico, algumas estratégias podem contribuir para reduzir o risco e o impacto da disfagia, como o uso criterioso da ventilação mecânica, a redução do tempo de intubação sempre que clinicamente possível, a avaliação precoce da deglutição, além da atuação conjunta de médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas e equipes de reabilitação. "O cuidado começa ainda dentro da UTI e se estende após a alta, com monitoramento ativo dos pacientes mais vulneráveis", destaca Rosa.

O Hospital Moinhos de Vento reforça que a produção científica e a incorporação de evidências à prática clínica são pilares para qualificar a assistência. "Ao identificar fatores de risco e consequências funcionais da internação crítica, conseguimos estruturar protocolos mais completos, que olham para o paciente de forma integral e contínua", conclui o especialista.

O estudo contribui para o avanço do cuidado centrado no paciente e reforça a importância de estratégias de prevenção, reabilitação e acompanhamento no período pós-UTI, com foco na recuperação funcional e na qualidade de vida. 

Compartilhar: Facebook WhatsApp