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ICF-RS renova a mínima histórica

Levantamento de intenção de consumo foi realizado em Porto Alegre

26/01/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa da Fecomércio RS
ICF-RS renova a mínima histórica

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS). O levantamento, realizado em Porto Alegre ao longo dos dez dias que antecedem o mês de referência, é conduzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O ICF é composto por sete indicadores: dois relacionados ao mercado de trabalho, três vinculados ao consumo e dois ligados às perspectivas. Os resultados variam de 0 a 200 pontos, sendo que valores abaixo de 100 indicam percepção pessimista, mais intensa quanto mais próxima de zero.

O ICF-RS registrou 45,6 pontos em janeiro, com queda de 2,5% em relação a dezembro de 2025 e retração de 22,8% na comparação interanual, renovando a mínima histórica do indicador. Há 11 meses consecutivos o ICF apresenta retração. O resultado reflete uma dinâmica amplamente negativa, com cinco dos sete componentes apresentando recuo na margem e queda interanual em todos os subíndices.

Entre os destaques negativos, o Nível de Consumo Atual recuou para 35,0 pontos (-5,1% na margem), aprofundando o quadro de consumo enfraquecido, especialmente entre as famílias de menor renda. A Perspectiva Profissional atingiu 9,5 pontos, registrando a segunda queda consecutiva na margem, com recuo de 8,8%. A Situação Atual do Emprego também contribuiu negativamente, ao recuar para 69,4 pontos, enquanto a Perspectiva de Consumo apresentou leve queda (-0,1%), alcançando 53,1 pontos.

Por outro lado, a Situação da Renda Atual apresentou avanço, com segundo aumento consecutivo, ao crescer 1,7% e atingir 80,8 pontos, ainda que o indicador permaneça abaixo da linha de neutralidade, este é o indicador em maior nível entre os subindicadores do ICF. Já o Momento para Consumo de Bens Duráveis, apesar da alta marginal de 1,2%, segue em patamar historicamente deprimido (6,4 pontos), refletindo o impacto do crédito caro e restrito.

"Mesmo com a sustentação da renda, a confiança das famílias segue pressionada por restrições financeiras e pela elevada cautela nas decisões de gasto. O resultado de janeiro reforça a manutenção desse ambiente adverso, tornando o ato da venda desafiador para lojistas e prestadores de serviços. Nos próximos meses, a desoneração para faixas de renda inferiores a R$ 5.000,00 associadas a uma inflação mais bem comportada deve dar algum tipo de alívio a essa conjuntura", avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. Veja a análise econômica e os dados completos.

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