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Exposição solar exige atenção redobrada a doenças oftalmológicas

Hospital Banco de Olhos São Pietro alerta para o potencial nocivo da radiação ultravioleta nos olhos durante o verão

20/01/2026 Redação Fonte: Martha Becker Connections
Exposição solar exige atenção redobrada a doenças oftalmológicas

Em pleno verão, a rotina passa a ser marcada por dias intensamente ensolarados, calor acima da média e termômetros que frequentemente ultrapassam os 30 °C em muitas regiões do Brasil. Com isso, as idas à praia, parques, piscinas e passeios ao ar livre se tornam mais frequentes, aumentando o tempo de exposição ao sol e os cuidados necessários com a saúde. Com o aumento da exposição e da intensidade solar, a atenção à saúde precisa ser redobrada, não apenas com a pele, mas também com a prevenção de doenças oftalmológicas. Nesse contexto, o Hospital Banco de Olhos São Pietro reforça que os efeitos nocivos da radiação ultravioleta podem causar irritações e infecções que prejudicam a visão.

Fausto Stangler, diretor técnico do Hospital Banco de Olhos São Pietro, destaca que, mesmo que a população não perceba a gravidade, a exposição solar tem um fator prejudicial significativo. Ele aponta que os olhos são tão, ou até mais, sensíveis quanto a própria pele. Por isso, além do uso de protetor solar e roupas adequadas, é fundamental investir em cuidados específicos para proteger as estruturas oculares da exposição solar.

“Muitas pessoas associam o dano solar apenas à queimadura imediata na pele, mas nos olhos o prejuízo costuma ser silencioso e cumulativo. Sem a proteção adequada, as células da retina e do cristalino sofrem um estresse oxidativo que, ao longo dos anos, pode antecipar o surgimento de catarata ou degeneração macular. Proteger os olhos não é uma questão estética, é uma medida preventiva de saúde pública”, destaca Stangler.

A radiação ultravioleta causa danos cumulativos, idênticos aos mecanismos que causam o câncer de pele e outras lesões malignas. O sol afeta primeiramente a córnea (ceratite), o cristalino (catarata) e a conjuntiva (pterígio), antes de chegar à retina. Na retina, principalmente, existem lesões degenerativas. Além disso, o pterígio, uma formação carnosa que cresce sobre a córnea, é muito comum em regiões de alta incidência solar.

Dentro desse cenário, os principais cuidados recomendados pelo oftalmologista durante o verão referem-se ao uso de óculos de sol com proteção UV, ao uso de colírios lubrificantes, ao uso de equipamentos de segurança para os olhos ao praticar esportes com areia, à evitação da exposição prolongada ao sol e ao reforço dos cuidados com as lentes de contato.

Em relação aos óculos, a principal orientação dos oftalmologistas é ter atenção ao local de compra, garantindo a procedência do produto. A recomendação é optar por óticas que disponham de espectrofotômetro, equipamento capaz de verificar se as lentes oferecem proteção certificada contra a radiação solar. É importante salientar que a coloração é um fator que gera confusão, pois a cor ou a quantidade de escurecimento que os óculos oferecem não são indicativos de proteção.

Além disso, o modo de higienização também pode prejudicar a vida útil dos óculos, sendo fundamental evitar a limpeza com álcool, detergente ou nas roupas. O ideal é utilizar sabão neutro e fazer uma limpeza suave e delicada, com lenços não abrasivos. Já para as lentes de contato, as recomendações que devem ser seguidas durante todo o ano ganham força devido ao risco maior de exposição solar. 

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