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GS1 Talks debate o futuro da saúde conectada no Brasil

Futuro que começa a se concretizar com a saúde conectada

18/11/2025 Redação Fonte: GS1 Brasil
GS1 Talks debate o futuro da saúde conectada no Brasil

Você já imaginou chegar a um hospital onde todos os seus dados de saúde, como consultas, exames, medicamentos e histórico médico estejam atualizados e acessíveis de forma segura em qualquer instituição?

Esse é o futuro que começa a se concretizar com a saúde conectada, tema do novo episódio do GS1 Talks, gravado durante o Brasil em Código 2025.

O programa reuniu Jalmor Muller, diretor de Inovação da Beneficência Portuguesa; e Nilson Malta, gerente de Saúde da GS1 Brasil, para discutir como padrões de dados e tecnologias emergentes estão transformando a gestão hospitalar e a experiência do paciente.

Interoperabilidade e dados: o alicerce da saúde conectada

De prontuários eletrônicos a sistemas de auditoria com inteligência artificial, a digitalização do setor de saúde tem avançado rapidamente, mas ainda enfrenta o desafio da padronização e integração das informações.

Segundo os convidados, cada hospital costuma usar códigos e nomenclaturas próprios para insumos, medicamentos e procedimentos, o que dificulta o compartilhamento de dados entre instituições.

“Pensa num simples curativo: em um hospital ele tem um código, em outro, outro número. Sem um padrão, fica impossível trocar informações de forma estruturada”, explicou Jalmor Muller, ao abordar a importância de adotar padrões reconhecidos globalmente, como os da GS1 e o protocolo internacional HL7 FHIR, já em uso na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) do Ministério da Saúde.

Inteligência artificial e eficiência operacional

A inteligência artificial já começa a reduzir a burocracia e aumentar a precisão de processos administrativos e clínicos.

Um exemplo citado foi a aplicação de algoritmos que analisam contratos hospitalares com operadoras de planos de saúde.

Em vez de auditores revisarem manualmente milhares de páginas, a IA identifica inconsistências automaticamente, liberando os profissionais para tarefas mais estratégicas.

No campo clínico, a tecnologia também tem papel decisivo.

Na Beneficência Portuguesa, uma solução de IA analisa imagens de raio‑X à procura de possíveis nódulos pulmonares, mesmo quando o exame foi solicitado para outra finalidade.

“O paciente vai ao hospital por causa de uma gripe, mas a IA ajuda a detectar um problema mais sério, como um nódulo, antes que ele cause danos”, destacou Muller.

Padrões GS1 e rastreabilidade garantem segurança do paciente

Além da eficiência, a segurança do paciente é um dos motores da digitalização hospitalar.

Nilson Malta, que também atua no Hospital Israelita Albert Einstein, lembrou que a correta identificação de medicamentos e materiais médicos é fundamental para evitar erros.

“No nosso hospital, trabalhamos com a unitarização das doses, cada comprimido é identificado individualmente com códigos GS1. Assim, garantimos que o medicamento certo chegue ao paciente certo, no momento correto.”

Essa rastreabilidade também é essencial em casos de recall de medicamentos ou vacinas.

Se um lote apresentar falhas, o hospital pode identificar rapidamente quem recebeu aquela dose e adotar medidas imediatas.

Cultura e política: os novos desafios da transformação digital

Apesar dos avanços tecnológicos, os especialistas destacam que os maiores obstáculos ainda são culturais e institucionais.

O compartilhamento de dados entre hospitais, operadoras e o poder público ainda caminha lentamente, seja por falta de integração de sistemas, seja por resistência à abertura de informações.

“Hoje o problema não é mais a tecnologia. É a cultura de compartilhamento”, afirmou Malta. Segundo ele, a digitalização padronizada é o primeiro passo para que a interoperabilidade se torne realidade.

O papel dos padrões globais na construção desse futuro

Os padrões de identificação criados pela GS1, utilizados mundialmente em diferentes setores, mostram agora seu potencial na saúde.

Do varejo ao agronegócio, e agora na cadeia hospitalar, eles possibilitam que todos “falem a mesma língua” em um ambiente cada vez mais conectado.

Como sintetizou Débora Freire, apresentadora do episódio, “a vida sem padrões é muito mais complicada”.

Ao conectar pessoas, instituições e dados, a saúde conectada não apenas melhora processos.

Ela salva vidas, garantindo mais segurança, transparência e eficiência em toda a cadeia de cuidado.

Saúde conectada

A digitalização da saúde é inevitável, mas seu sucesso depende de colaboração e confiança.

Como mostraram os especialistas do GS1 Talks, o futuro dos hospitais será definido não apenas pela tecnologia adotada, mas pela capacidade de compartilhar dados de forma segura e padronizada. Em um mundo onde cada informação pode significar a diferença entre risco e cuidado, falar a mesma língua, a dos padrões globais, é o que tornará a saúde conectada uma realidade permanente no Brasil. 

Assista ao episódio completo:

 

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