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08/11/2019

Projeto da ANP para mercado de GLP é criticado em seminário pela Petrobras
A Petrobras promoveu na última terça-feira o seminário "Desafios e oportunidades no mercado de GLP no Brasil"

Participaram representantes de governos da América Latina, órgãos reguladores e clientes distribuidores de GLP da Petrobras que se reuniram para discutir, entre outros assuntos, as medidas que estão sendo estudadas pela ANP com base na Tomada Pública de Contribuições 7/2018. A TPC abrange medidas como o enchimento fracionado de botijões de GLP e a comercialização do produto em recipientes sem marcas.
 
ngela Flores Furtado, presidente do Inmetro, e o Coronel Rogério Bernardes Duarte, presidente da Fundabom, participantes do encontro, alertaram sobre os riscos de segurança para a população caso seja autorizado o enchimento fracionado. “Não há como fiscalizar a venda fracionada de forma a oferecer segurança. O modelo proposto induz à concorrência predatória e à fraude. Hoje é possível ver a presença do Inmetro em diversas fases, o que nos permite dizer que, somando tudo isso,  não temos como garantir a segurança na venda fracionada”, alertou ngela.
 
Especialistas internacionais convidados para o evento também alertaram para o fato de considerarem temerárias as propostas sob análise na TPC 07 2018. Representantes do México e Peru foram unanimes em declarar que tanto a permissão de enchimento de cilindros com marca de empresa concorrente, ou enchimento fracionado não podem ser consideradas formas eficazes ou eficientes, e introduzem riscos importantes em especial ao consumidor.
 
Segundo Fernando Cabada, presidente da Associação Peruana de GLP, até aqui o Brasil é o modelo que o país deseja perseguir, pois as consequências da proliferação indiscriminada de agentes sem marcas no botijões e fracionamento, de acordo com o especialista causou um aumento de acidentes em residências e evasão fiscal para o estado, uma vez que cresceu a informalidade. Já Luís Landeros, presidente do Conselho da Associação Mexicana de GLP, apresentou os prejuízos acumulados pelo setor de GLP no país com a ausência de requalificação e manutenção dos botijões. “Com um parque de 20 milhões de cilindros com vida útil entre 10 e 15 anos, temos que recomprar entre 1,5 milhão e 2 milhões de cilindros por ano. Estamos fazendo reposição de praticamente 70% dos cilindros”. Segundo ele, apenas as grandes empresas fazem a reposição e os botijões antigos são usados por empresas piratas. “Não vendemos tomate, vendemos GLP, e se o Brasil deseja conhecer um país com botijões sem marca, os convido, venham ao México e evitem a experiência. Encontrarão o desastre provocado”, destacou.
 
A previsão é que o Brasil seja o maior consumidor da GLP da América Latina, ultrapassando o México, hoje o maior país consumidor, segundo Adrian Calcaneo, diretor para a América Latina e o Caribe da IHS Markit. Segundo pesquisa da consultoria, esta mudança ocorreria em dois anos, mesmo o Brasil não usando o GLP para o autogás, tendo pouco uso na petroquímica e baixo consumo para aquecimento de água. Calcaneo reforçou que o México conseguiu abrir o mercado para empresas privadas importarem e, em apenas dois anos, cerca de 70% do mercado de importação hoje é feita por empresas privadas. Adrian reforçou ainda a importância de se criar novas demandas para o GLP, pois isto traria maior estímulo para que investidores entrem no mercado de suprimento primário.

Fonte: Sindigás
Autor: Imprensa
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte
Autor da foto: Divulgação Petrobras


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