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CRMV-RS lança campanha ‘Você pode lidar com a raiva. Os animais, não’
   
     
 


23/09/2019

CRMV-RS lança campanha ‘Você pode lidar com a raiva. Os animais, não’
Iniciativa integra ações do mês em que se comemora o Dia Mundial contra a Raiva, celebrado em 28 de setembro

O lema “Vacinar para Eliminar” marca as comemorações e alertas do Dia Mundial contra a Raiva, celebrado em 28 de setembro. Para integrar as ações e conscientizar a sociedade sobre a importância do tema, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) lança a campanha ‘Você pode lidar com a raiva. Os animais, não’. As artes, nos formatos A4 para impressão e para compartilhar em redes sociais, estão disponíveis para download gratuito no link https://bit.ly/2lZDhIV

São oito peças que trazem informações fundamentais para entender como a doença se transmite em cada espécie, seus sintomas e formas de evitá-la. O conteúdo baseia-se em informações oficiais do Ministério da Saúde, Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor e Instituto Pasteur, e destaca a importância de médicos veterinários e zootecnistas para a manutenção da saúde única. 

“Esses profissionais são fundamentais pela saúde animal, humana e ambiental, pois atuam para a manutenção do ambiente em que os animais vivem, na prevenção de doenças transmissíveis ao ser humano, as chamadas zoonoses, e também na garantia da qualidade dos produtos de origem animal que chegam à mesa das famílias”, destaca Lisandra Dornelles, presidente do CRMV-RS. 

Dados da Organização Panamericana da Saúde (Opas) revelam que a raiva é responsável por 60 mil mortes por ano no mundo e, na grande maioria dos casos, o cachorro é o transmissor. A vacinação dos animais – em especial cães e gatos – é a maneira ideal de controlar a doença e a única forma de interromper o ciclo de transmissão do vírus. Segundo a Opas, a ausência de raiva em caninos leva a uma eliminação quase total dos casos de raiva humana. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que cerca de 60% das doenças humanas são transmitidas por animais. Por isso, é de extrema importância o cuidado com o ambiente em que esses animais vivem, assim como a sua alimentação, saúde e sanidade. 

Sobre Saúde Única 

  • As zoonoses podem ser transmitidas diretamente pelos animais ou indiretamente pelo consumo de produtos de origem animal contaminados, por meio de picadas pelo inseto vetor ou através de resíduos da produção, que podem contaminar o meio ambiente.
  • Situações de transformações ambientais favorecem o aparecimento de novas doenças e até mesmo a configuração de epidemias.
  • Mudanças climáticas podem modificar a bioecologia de vetores e hospedeiros e, consequentemente, o risco de transmissão de doenças.

Fonte: Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)

Cartilha para download gratuito em https://bit.ly/2kmqZdz 

Campanha do CRMV-RS:  ‘Você pode lidar com a raiva. Os animais, não’

1 - O que é e como se transmite

A raiva é um dos principais desafios da saúde única, que envolve a união indissociável entre a saúde animal, humana e ambiental. É uma doença que passa dos animais ao homem e vice-versa, e transmitida por um vírus mortal, existente na saliva do homem ou animal contaminado. Atinge o meio urbano, rural e também o silvestre, em função do avanço da presença humana em espaços nos quais só havia o ciclo silvestre ou pela retirada dessas espécies de seu habitat natural.

O contágio ocorre por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura do animal infectado, quando o vírus penetra no organismo através da pele ou mucosas. Os transmissores são animais domésticos, em especial cães e gatos, animais de produção, como bovinos, equinos, suínos, caprinos, e animais silvestres, representados por raposas, guaxinins, primatas e, principalmente, morcegos.

2 - Sintomas

Alguns sintomas são comuns entre todas as espécies de animais, como a dificuldade para engolir, salivação abundante, mudanças de comportamento e de hábitos alimentares, paralisia das patas traseiras.

Humanos infectados apresentam mal-estar geral, pequeno aumento de temperatura, falta de apetite, dor de cabeça, náusea, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. Conforme a infecção da raiva progride, aparecem outras manifestações, como delírios, espasmos musculares involuntários, generalizados e convulsões.

Ao identificar qualquer um desses sinais, após ser agredido por um animal, procure um profissional da Medicina humana ou veterinária imediatamente.

3 – Tratamento

A raiva é uma doença que pode ser transmitida por qualquer mamífero e quase sempre é fatal, uma vez que envolve o sistema nervoso central, levando tanto o homem como o animal a morte após curta evolução.

No caso de agressão por parte de algum animal, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Quanto ao ferimento, deve-se lavar abundantemente com água e sabão e aplicar produto antisséptico.

O esquema de profilaxia da raiva humana deve ser prescrito pelo médico, que avaliará o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro. Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal para ver se ele manifesta doença ou morre.

4 – Prevenção

As medidas de prevenção da raiva são simples e se resumem em:

- vacinação periódica dos animais contra a raiva por profissionais habilitados.

- não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair.

- preservação ambiental, evitando alteração aleatória de reservas naturais.

- não criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat natural.

- encaminhar o animal para exames, mesmo depois de sua morte.

- manter o animal em observação quando ele agredir uma pessoa

- notificar a existência de animais de rua aos órgãos de saúde do seu município.

- informar a existência de morcegos de qualquer espécie aos órgãos de saúde do seu município.

5 – Humanos

São necessários cuidados com alguém agredido por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva. 

- lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.

- procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.

- deixar o animal em observação durante 10 dias, para identificar qualquer sinal indicativo da raiva.

- alimentar e dar água ao animal normalmente, em um local seguro, para que não fuja ou ataque outras pessoas ou animais.

- se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, o Serviço de Saúde da cidade deve ser comunicado.

- nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.

- quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.

6 – Animais Domésticos

A raiva acomete principalmente cães e gatos, e os sinais da doença são muito semelhantes em ambas as espécies. Na fase inicial, os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação não normal. Após alguns dias, esses sintomas ficam acentuados, eles ficam mais agressivos, com tendência a morder objetos, outros animais e humanos, inclusive o seu tutor, além de morder a si mesmos. Apresentam salivação excessiva e gatos podem apresentar emagrecimento. A vacinação de cães e gatos é a melhor forma de prevenção!

A transmissão da raiva por morcegos normalmente resulta na ocorrência de epidemias que podem dizimar um número considerável de animais. Por isso, é preciso redobrar os cuidados quando a doença é repassada por essa espécie.

7 – Animais de produção

A raiva em bovinos, equinos, ovinos, caprinos e suínos é caracterizada por sintomas como dificuldade de deglutição, fezes secas e incoordenação motora. Muitos animais apresentam alteração de comportamento e ingestão de objetos estranhos.

Os animais infectados tendem a se afastar do rebanho, apresentam as pupilas dilatadas e os pelos eriçados. É possível observar, também, lacrimejamento, catarro nasal e movimentos anormais das extremidades posteriores.  Na raiva transmitida por morcegos hematófagos, o período de incubação é geralmente mais longo, com variação de 30 a 90 dias, ou até mais. A sintomatologia predominante é da forma paralítica.  

Em suínos, a enfermidade inicia-se, geralmente, com sintomas de excitabilidade. Os animais se apresentam agressivos, a semelhança do que ocorre nos cães.

8 – Animais silvestres

Animais silvestres como macacos, raposas, mão-pelada, gambás, roedores, quatis, gatos-do-mato podem ser contaminados pela raiva, tanto a transmitida por morcegos quanto a transmitida por animais domésticos não vacinados. Por isso, se você for mordido ou arranhado por algum destes animais, independentemente da espécie e gravidade do ferimento, lave com água e sabão e procure atendimento médico.

Como se trata de uma doença de difícil controle e há impossibilidade de vacinação dos animais silvestres, é preciso cuidados redobrados em função da intervenção humana na natureza. Apesar de a captura e domesticação dessas espécies serem proibidas por lei, o contato entre espécies domésticas e silvestres provocado pela urbanização de áreas de mata traz risco de disseminação do vírus da raiva.

Fonte: Imprensa CRMV/RS
Autor: Cristine Pires
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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