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Rota Bolivariana
   
     
 


14/07/2017

Rota Bolivariana
Artigo de Vitor Augusto Koch Presidente da FCDL-RS

Provavelmente a maioria das pessoas que olha para o Brasil de hoje, enxergue uma grande bagunça impossível de ser arrumada.

Ainda bem que tal percepção, apesar de preocupante, não é real.

O País pode sim tomar jeito. Para isto é necessário à determinação de seguir o caminho já trilhado pelas nações bem-sucedidas na direção da prosperidade.

Nesta direção são louváveis os avanços nacionais no sentido de debelar quadrilhas de corruptos, mesmo de ainda estarmos longe dos capítulos finais desta história.

No campo da desburocratização se prosperou em alguns pontos importantes, porém, falta muito para chegarmos a uma situação satisfatória.

Na questão dos juros, a queda da SELIC e algumas medidas que pressionarão para a redução do custo do dinheiro são melhoras relevantes dos últimos tempos. Neste caso, é preciso perseverar até a conclusão da jornada.

Entretanto, é flagrante que em um aspecto fundamental o Brasil está cada vez mais atolado. É a política fiscal, que inclui os gastos e a arrecadação dos governos, especialmente o federal.

A infraestrutura não prospera de forma relevante desde a década de 70; segurança é algo que deixou de existir; a saúde pública – afora algumas exceções – não funciona; e a educação pública brasileira ocupa posições vergonhosas no ranking global.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) o Brasil é o pior, dentre 30 países, em termos de retorno de bem-estar à sociedade pelos impostos pagos.

E esta carga tributária é abusiva; de acordo com outra metodologia do IBPT, no decorrer de 2017, os brasileiros trabalharam até o dia 2 de junho apenas para pagar impostos. 
Isto significa que utilizamos aproximadamente 42% de nosso tempo (ou renda!), para sustentar uma administração pública que não funciona.

Grande parte desta conta deveria teoricamente financiar saúde, educação e segurança.

Aí a conta enrosca ainda mais.

De acordo com os dados do IPCA (IBGE), o cidadão que ganha entre 1 e 40 salários mínimos gasta 4,77% de sua remuneração em aquisição de serviços de saúde (planos, médicos, etc.) e mais 3,63% com educação.

Ou seja, estes gastos duplicados – já pagamos impostos por eles – acabam gerando o comprometimento de 50,8% da renda média do brasileiro.

Se colocarmos nesta conta o que se gasta com segurança privada – US$ 43,6 bilhões segundo o BID – o percentual chega a absurdos 52,6%.

Desta forma, fica claro que é usado mais da metade da renda para pagar serviços que deveriam ser prestados pela administração pública.

Tal situação é inadmissível quando os gestores da política econômica falam abertamente em aumentar os impostos para cobrir o rombo das contas públicas.

Fato: mesmo que tributem empresas, fortunas, rendas, ganhos financeiros, isto tudo vai recair sobre o custo – e consequentemente preço – dos produtos, penalizando invariavelmente o consumidor.

A recomendação é de que os governantes aprendam rapidamente a usar o dinheiro que recebem em tributos e parem de extorquir a sociedade, combalida por uma crise econômica sem precedentes.

Do jeito que as coisas estão, o risco é de seguir a rota da Republica Bolivariana da Venezuela.

Inaceitável!

Vitor Augusto Koch Presidente FCDL-RS

Fonte: Vitor Augusto Koch
Autor: O autor
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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